Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 06/03/2020
Marie Gouze foi uma ativista francesa que lutou pelos direitos femininos no século XVIII, motivo pelo qual foi condenada a morte . Hodiernamente, é perceptível que os ideais que mataram Marie perpetuam na sociedade no que tange à questão do aleitamento materno em locais públicos no Brasil. Dessa forma, o machismo responsável pela objetificação do corpo da mulher corrobora para tal realidade, o que viola os valores constitucionais.
Primordialmente, cabe ressaltar que o machismo da sociedade, escandaliza o ato da amamentação em locais públicos. Desse modo, segundo a filósofa Simone de Beauvoir os homens são vistos como seres humanos enquanto as mulheres são vistas como fêmeas. Nesse ínterim, a frase de Beauvoir expõe que o sexismo retira a mulher de sua condição de ser humano e a posiciona em um patamar abaixo. Sendo assim, tal fato gera a objetificação do corpo feminino que motiva os ataques preconceituosos acerca da questão do aleitamento.
Outrossim, vale salientar que a condição das mães em fase de amamentação violam os princípios de liberdade da cidadã. Nesse sentido, é sabido que a Revolução Francesa — movimento burguês do século XVIII— que tinha como lema : liberdade, igualdade e fraternidade inspirou a Constituição Federal . Dessa forma, é indubitável que opressão social que priva mulheres de alimentar seus filhos em locais públicos se configura como uma violação dos ideais da Revolução, consequentemente, fere os princípios constitucionais, o que é inaceitável.
Dessarte, é notório que o machismo evidenciado na questão da amamentação contraria os valores constitucionais. Portanto, o Ministério da Educação deve criar projetos que promovam a quebra de princípios sexistas, por meio de rodas de conversa nas escolas, a fim de minimizar a problemática. Ademais, as Mídias sociais, importantes ferramentas informacionais da atualidade, devem criar campanhas com a finalidade de conscientizar a população, por meio de publicidades. Assim, os ideais que mataram Marie não prejudicarão a vida de mulheres e crianças brasileiras.