Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 14/03/2020

No Brasil, de acordo com a UNICEF, 38,6% das crianças até 6 meses são alimentadas corretamente com o leito materno, este que supre todas as necessidades nutricionais do bebê. Contudo, esse percentual deveria ser maior comparado com os 2,89 milhões de nascimentos ao ano registrados pelo IBGE. Assim, nota-se alguns obstáculos como o julgamento pelo corpo social e a ausência de redes de apoio para as mães, familiar ou de trabalho, descartando a importância para o bebê.

Nesse sentido, a amamentação deve ser estimulada e não julgada, até porque, esta é essencial ao crescimento da vida. Além de ser um eterno laço materno para a criança, também a protege contra infecções respiratórias, diarreias e reflete no decorrer da vida, bem como beneficia a mãe durante a amamentação, tanto física, com o aumento metabólico, facilitando a perda de peso, como mentalmente, visto que a mulher se sente útil e suficiente para o filho, evitando as depressões pós-parto.

Outrossim, um pilar preconceituoso sobre o aleitamento é levantado no Brasil. Enquanto a mãe vê a amamentação como sinônimo de amor,  a sociedade enxerga como uma ofensa pública visual, não só nas ruas, mas também em ambientes de trabalho. Dessa forma, desencadeia junto com a maternidade, a dificuldade da inserção feminina no mercado de trabalho, conduzindo a mulher a optar por ser mãe ou uma mulher bem sucedida.

Dessarte, a OMS (Organização Mundial da Saúde), deve reforçar a importância do aleitamento materno, mostrando como é benéfico para o desenvolvimento dos bebês através de campanhas midiáticas que choquem a população com as possíveis consequências. Ademais, o Ministério do Trabalho, deve redigir emendas constitucionais, melhorando os direitos trabalhistas das mulheres e influenciando empresas a criarem políticas internas de apoio a amamentação, oferecendo também licenças parentais, a fim de que o aleitamento não seja mais visto como um tabu na sociedade brasileira e para que as mães se sintam apoiadas em qualquer ambiente sem serem julgadas publicamente por um ato instintivo.