Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 14/03/2020
O documentário brasileiro “De Peito Aberto” trás as inúmeras dificuldades enfrentadas pelas mulheres no processo de amamentação, essencial para a manutenção da saúde do bebê. Diante do que o filme mostra, é possível afirmar que muitos cidadãos não compreendem a relevância do aleitamento materno, comprometendo a continuidade do processo que garante o consumo de substâncias benéficas para a criança. Nesse ínterim, é necessário debater acerca da importância da amamentação na manutenção da qualidade de vida assim como as consequências do desconhecimento do tema.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que o aleitamento é essencial para a manutenção da qualidade de vida tanto da mãe como do bebê. Isso ocorre porque, além de ressaltar o vínculo afetivo da maternidade, o leite ,produzido pelo corpo feminino, é constituído por uma série de substâncias, que conferem imunidade à criança vulnerável ao ambiente que está exposta. Um exemplo disso é que, segundo a OMS, bebês que amentam tem menos riscos de serem obesos. Tal ocorrido se dá devido ao deficit nutricional das crianças que consomem outras fórmulas que não são o leite da amamentação, conferindo sua relevância durante o processo de crescimento do indivíduo.
À luz do debate, é necessário ressaltar que, embora o leite materno seja essencial para o bebê, o processo de aleitamento esbarra com a desinformação da população geral. Isso ocorre porque as informações não chegam aos cidadãos, que desconhecem o porquê da necessidade da amamentação durante os primeiros anos da criança. Como resultado, muitos indivíduos, incluindo profissionais na área de saúde, acham que a utilização de fórmulas para substituir o leite, produzido pelo corpo da mãe, é a opção mais eficiente para a manutenção da saúde da criança, o que não é necessário em muitos casos. Tal contexto fere o direito à saúde garantida pela Constituição Federal, visto que obstacula o crescimento sadio do bebê.
Por fim, é fato que que a falta de informação acerca da amentação acaba comprometendo a manutenção da saúde do bebê. Para reverter a situação, o Ministério da Saúde deve propagar campanhas acerca dos benefícios do leite materno ,financiadas pelo Governo Federal, para que a população, como um todo, tenha mais entendimento acerca da necessidade do aleitamento para a mãe e para o filho. Além disso, o OMS deve atuar nas faculdades de saúde do país, por intermédio de palestras, a fim de de promover o incentivo do aleitamento, ao invés de fórmulas, por profissionais da saúde.