Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 29/03/2020
Na mitologia grega, Sísifo foi condenado por Zeus a rolar uma enorme pedra morro acima até o topo, porém, ao chegar lá, seu esforço o deixava tão enfraquecido que ela se desprendia e rolava novamente monte abaixo. Assim pela eternidade, o processo continuaria. De modo semelhante à notória luta sofrida por Sísifo, são visíveis os inúmeros desafios frente a batalha diária de muitas mães, que amamentam os seus filhos em vias públicas, tendo que infelizmente, lidar com olhares repressores e pervertidos de muitas pessoas. Diante disso, não há como negar que o aleitamento materno em questão no Brasil perpassa por inúmeros desafios.
A pervertização desse ato nobre é real, em conformidade com o caso ocorrido em Oklahoma, cidade localizada nos Estados Unidos, no qual uma mãe amamentando seu filho em um Shopping, foi expulsa do estabelecimento pela ação ser assinalada como “indecente”. Felizmente, é reconhecido na Constituição Brasileira o direito a amamentação e não podendo ser imposta negação. Todavia, há pessoas que não concordam e julgam as geratrizes por meio de comentários desconvenientes e também por olhares maldosos, antagonizando com a teoria cartesiana do bom senso.
Outrossim, essa condição humana precisa ser incentivada e assegurada tanto pela sua importância biológica, como também de estreita de laços emocionais entre uma genitora e seu vindouro. De forma alguma, deve-se ser considerada anormal, por trazer benefícios tanto para mãe, quando para a criança como a diminuição do câncer do seio e dos ovários, na recuperação pós-parto, além de contribuir com o vinculo afetivo entre ambos. Nesse viés, mesmo sendo assegurado pela OMS os diversos benefícios da amamentação, além desses proveitos serem amplamente divulgados, o renomado jornal Estadão informa que mulheres ainda sofrem preconceito ao amantarem em publico.
Com o intuito de amenizar essa problemática, cabe à Secretária Especial de Comunicação, por meio de parcerias com os estabelecimentos públicos e privados, o papel primordial de investir na divulgação de encorajamento às mães ao aleitamento materno em locais públicos, as quais ofereçam a elas intenso e efetivo apoio, para que a curto prazo, haja uma ampla mobilização, a fim de transmudar esse cenário segregador e a normalizar esse preciosíssimo ato humano.