Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 31/03/2020
O aleitamento materno em questão no Brasil, apesar de ser um assunto importante, ainda é banalizado e tratado de forma indevida. Poucas são as mulheres que conseguem amamentar seus filhos durante o tempo necessário. Entretanto, a amamentação em público ainda é motivo de preconceitos e tabus.
O leite humano é o alimento mais completo que uma criança possa receber nos primeiros seis meses de vida. Tendo em vista as suas fases e benefícios, não se deve pular etapa alguma. Atualmente, cada vez mais o índice de mulheres no mercado de trabalho aumenta, pode-se, portanto, observar tal argumento no seguinte dado: “De acordo com o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a participação feminina no mercado de trabalho triplicou em relação a sessenta anos atrás, chegando a 49,9% em 2010”. Por outro lado, nem sempre suas ocupações lhe permitem proporcionar a seus filhos a alimentação que é necessária pelo tempo certo, fatos que podem comprometer a saúde da criança no início do seu desenvolvimento.
Em virtude da falta de conhecimento por parte de grande parte dos indivíduos, mulheres de todo o mundo desenvolvem tabus e sofrem preconceitos com relação à amamentação em público. Entretanto, não há na Constituição Federal de 1988, nenhuma lei que denuncie tal ato. Vale ressaltar que o leite materno é o ideal para se oferecer às crianças em qualquer lugar, e ainda evita infecções que o meio pode favorecer.
Em síntese, o aleitamento materno é, indubitavelmente, muito importante e de ciência pública. Portanto, deve-se fazer da mídia uma aliada no processo de compreensão social dos direitos das mulheres quanto à amamentação. Os profissionais de saúde como, por exemplo, pediatras devem promover propagandas nos meios de comunicação como internet, televisão, para minimizar o preconceito e esclarecer os mitos sobre amamentação. Enquanto, é muito importante o sancionamento de uma lei específica para o aleitamento materno exclusivo, ato esse que deve ser orientado e acompanhado pela Unidade Básica de Saúde, dando assim, a oportunidade às mulheres em amamentar e cuidar de seus filhos durante os seis primeiros meses de vida.