Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 01/04/2020

O Ministério da saúde divulgou em 2001 um livro com o título “Como ajudar as mães a amamentar”. Um dos pontos abordados como dificuldade para a primeira amamentação e depois a continuação dela, seria a falta de apoio de serviços de saúde. Referente a este ponto, como o serviço de saúde pode ajudar efetivamente no aumente da quantidade de mães que desejam amamentar seus filhos?

Os profissionais da saúde participam do primeiro contato da mãe com o recém-nascido nos hospitais. Esses devem ensinar a puérpera o passo-a-passo de como alimentar o bebê, como segurá-lo, como lidar com situações de refluxo, e responder as dúvidas que podem surgir durante o aleitamento. Contudo, como a pediatra F. Savane relata no livro traduzido pelo M.S., muitos profissionais não são preparados para ensinar e incentivar a amamentação, favorecendo a introdução precoce de suplementos, negligenciando dedicação e suporte ativo na hora de colocar o bebê para mamar. Visto que, a falta de preparo dos profissionais traz insegurança dentro dos hospitais que, por vezes, é levada para casa, onde muitas mães oferecem precocemente o complemento alimentar, ou deixam totalmente a amamentação.

Falar e mostrar em panfletos, livros e guias que o leite materno é essencial para o bebê, não ensinam as mães a amamentar. Confúcio, um grande filósofo chinês, disse: “Conte-me e eu esqueço. Mostre-me e eu apenas me lembro. Envolva-me e eu aprendo”. Há uma analogia entre a frase de Confúcio e o que as mães esperam que seja feito com elas no pós-parto. Para tanto, é primordial envolver a mãe durante o processo, pois ela só vai aprender fazendo. Todavia, isso só acontecerá quando houver profissionais capacitados para dar assistência as mães durante a pega do bebê ao peito.

Portanto, para formação de profissionais que ensinem as mães a amamentar, trazendo calma e segurança para que, posteriormente, possam fazer sozinhas. É necessário oferecer cursos e palestras gratuitas nas instalações hospitalares, para os profissionais que trabalham na maternidade. Para tanto, o Cofem (conselho dos enfermeiros) e o Coren (conselho dos técnicos), juntamente com a OMS devem requerer o cumprimento do regulamento NR-32 que visa a aplicação de educação continuada aos profissionais da saúde, punindo as empresas que descumprir o requerido. Assim, os trabalhadores estarão seguros para ensinar, e as mães prontas para amamentar.