Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Com a emancipação da mulher no final do século XX e sua crescente inserção no mercado de trabalho mudanças ocorreram, consequentemente, na maternidade. Uma dessas ocorreu com o aleitamento materno que, hoje no Brasil, encurrala a mulher pois na maioria dos locais de trabalho não possuem áreas adequadas para faze-lo e quando faz em lugares público sofrem com o preconceito.

É necessário pontuar que de acordo com a CLT licença maternidade remunerada é um direito da mulher. Assim a maior parte das empresas fornece em média 4 meses enquanto a servidora pública recebe, segundo o estatuto, 6 meses. Uma consequência gerada por essa diferença vem do fato que segundo médicos pediatras a amamentação é essencial no primeiro semestre da vida da criança. Logo essas mães que voltam a trabalhar mais cedo encontram-se muitas vezes desamparadas pela falta de um local adequado para isso, creches próximas o que as leva a ter dificuldades com o longo deslocamento, sendo colocadas em situações que as obrigam a escolher entre a maternidade e a independência financeira.

Pontua-se, como consequência, aquelas que lutam para continuar no emprego e todas aquelas que frequentam lugares públicos quando necessitam amamentar são vitimas de preconceito. Elas representam 47% das mulheres brasileiras, segundo a Pesquisa Global de Aleitamento Materno, que recebem olhares e reclamações por parte da sociedade, principalmente de homens. Em uma sociedade em que a seminudez e a nudez podem ser televisionadas ou facilmente acessadas pela internet é muita hipocrisia condenar uma mulher por amamentar seu filho em público.

Nota-se, portanto, que a questão do aleitamento materno no Brasil deve ser trabalhado. Para isso é fundamental que empresas privadas possam auxiliar suas empregadas e garantir-lhes 180 dias de licença remunerada e que quando volte a trabalhar tenha o minimo de suporte e local adequado para tratar de suas questões pessoais. É preciso também que as famílias trabalhem a humanização da amamentação em locais público através de conversas para que todos a compreendam como uma questão se saúde e cuidado. Dessa forma as mulheres terão mais liberdade e facilidade para criar seus filhos e não precisarão mais ter que escolher entre a maternidade e a vida procissional se tornando assim cada vez mais emancipadas.