Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 17/04/2020

Segundo a Organização Mundial da Saúde, o leite materno é a fonte primária para a evolução do recém nascido. Tal perspectiva comprova a importância do aleitamento das mães no Brasil e no mundo, posto que essa fonte alimentar é vital para o desenvolvimento do neném. Nessa conjuntura, é necessário analisar a amamentação como meio nutritivo e imunizante do bebê, bem como verificar a discriminação social de mulheres que aleitam sua prole em espaço públicos no país.

A priori, o desenvolvimento do recém nascido é fruto, geralmente, do aleitamento materno. Isso se explica a partir da extrema importância da amamentação para amadurecimento dos primeiros anos de vida das crianças, uma vez que que o leite materno possui compostos vitamínicos que promovem o avanço nutricional, além de disponibilizar uma imunização natural para o bebê. Tal panorama é comprovado, por exemplo, a partir de pesquisas realizadas por médicos da Universidade de São Paulo, as quais indicam a importância do aleitamento para crianças de até dois anos de idade, visto que esses indivíduos encontram-se em uma fase de grande suplementação alimentar, em que a principal fonte nutritiva é o leite materno. Desse modo, a amamentação é imprescindível no Brasil e no mundo, pois garante o desenvolvimento das futuras gerações.

A posteriori, inúmeras mães sofrem com discriminações constantes por amamentarem seus filhos em locais públicos no Brasil. Isso ocorre porque várias mulheres convivem com julgamentos e comentários violentos e degradantes quando aleitam seus bebês em espaços de grande circulação, haja vista que parcela significativa da sociedade interpretam como um desrespeito a nudez do seio enquanto o recém nascido é alimentado em parques e/ou estabelecimentos comerciais. Tal perspectiva é verificada por meio de reportagens do site UOL, as quais apresentam que mais de 47% das mulheres no Brasil sofrem preconceitos por amamentar sua prole em ambientes públicos. Dessa maneira, muitas mães sentem-se vulneráveis enquanto aleitam seus filhos em lojas e praças, pois elas temem violências físicas e/ou verbais contra se e seu bebê.

Destarte, fazem-se necessárias medidas para preconizar o aleitamento materno no Brasil. Para isso a mídia precisa orientar as mães sobre a amamentação, por meio de propagandas, em que médicos ensinem como promover melhor conforto durante a lactação para as mulheres e seus filhos, a fim de incentivar a aleitação do recém nascido durante o período correto. Paralelo a isso, o governo deve conscientizar a população, a partir de palestras com profissionais, em que esses especialistas informem a sociedade de que a amamentação em espaços públicos é algo natural, para assim reduzir a discriminação e violência cometidas contra mulheres que aleitam ambientes de grande circulação.