Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2020

No período colonial, no Brasil, no século XVII, era predominante a utilização de escravas para amamentar recém-nascidos de seus senhores sendo chamadas, por conseguinte, de “Amas de Leite”. Em comparação aos dias atuais, a amamentação é um gesto de fundamental importância para o desenvolvimento das crianças. Desse modo, os costumes da sociedade pós-moderna e o preconceito da população com a amamentação em espaços públicos são impasses na realidade brasileira.

Primeiramente, com o surgimento da Terceira Revolução (Técnico-Científica-Informacional) tornou-se evidente as mudanças no comportamento de toda sociedade brasileira. Hodiernamente, com o progressivo aumento da presença feminina nas mais diversas áreas de trabalho corroborou a diminuição na quantidade de filhos e, também, no tempo de aleitamento materno. Dessa maneira, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), apenas 39% dos bebês até 5 meses são alimentados exclusivamente com leite materno. Com isso, os costumes das nova geração pós-moderna, como, por exemplo, a busca pela praticidade, beneficia o aumento da troca do leite materno pelo leite industrial, prejudicando, desse modo, o pleno desenvolvimento do recém-nascido.

Ademais, a abominação da amamentação em espaços públicos é uma realidade na sociedade brasileira. Nessa perspectiva, segundo o físico Albert Einstein: “É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito”. fica evidente o quanto o julgamento está enraizado na cultura humana. Desse modo, de acordo com dados da Pesquisa Global de Aleitamento Materno, 47% das mulheres brasileiras sofreram preconceito com a amamentação em público. Com isso, a aversão à aleitação, juntamente com o preconceito, são impasses para o pleno direito fundamental da mãe promover o crescimento saudável da criança.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. Cabe ao Ministério da Saúde ampliar gradativamente campanhas publicitárias, com a transmissão de tais propagandas em diversos meios de comunicação, as quais visem mostrar a grande importância e conscientização sobre o aleitamento materno para a formação e desenvolvimento da criança, com o objetivo de garantir o aumento de bebês alimentados exclusivamente de leite materno e permitir o fim do preconceito da sociedade diante do gesto natural da amamentação.