Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 20/04/2020

Na época em que o Brasil era uma colônia de Portugal, havia a escravidão legalizada no país. Nesse contexto, muitas escravas tinham a função de amamentar os filhos dos senhores, as chamadas “amas de leite”. Nos dias de hoje, no entanto, mudou a questão do aleitamento materno, atualmente são as próprias mães quem alimentam seus bebês e esse processo apresenta dificuldades como o tempo em que as mulheres deixam de poder exercerem suas profissões por terem que amamentar, além da sexualização excessiva vivida pelas mesmas.

Em primeira análise, pesquisas realizadas pela Organização Mundial de Saúde(OMS) demonstram que em países desenvolvidos a amamentação dura poucos meses, diferente de países pobres em que em média esta pode durar até 1 ano da vida do bebê. Diante disso, demonstra-se que em economias desenvolvidas as mulheres por serem introduzidas no mercado de trabalho, acabam destinando pouco tempo à alimentação direta do recém nascido, já nos países não tão avançados, além do pouco ingresso no mercado pelas mulheres, o leite é um dos poucos alimentos que os filhos podem receber.       Logo, cabem medidas que possam garantir às mães mais tempo com seus filhos, além da garantia dos direitos básicos aos países em desenvolvimento.

Em segunda análise, segundo o filósofo alemão Immanuel Kant, “o ser humano é o que a educação faz dele”. Por isso, devida a uma construção histórica de séculos de “coisificação” do corpo da mulher alguns homens ainda enxergam desrespeito na amamentação em público, quando na realidade é apenas a expressão de um processo biológico necessário. Diante da exposição cada vez maior de algumas mães essa visão vem, constantemente, sendo alterada. Ainda assim, são necessárias medidas que procurem não sexualizar o corpo das mulheres e tornar o processo de alimentação de recém nascidos o processo natural que ele é, independente do lugar em que é realizado.

Portanto, sobre o aleitamento materno em questão no Brasil, deve o Governo Federal garantir que as mães que trabalham tenham o tempo necessário para ficar com seus filhos por meio de leis que garantam no mínimo 8 meses em casa para que os recém nascidos possam ser alimentados e bem cuidados pelo tempo realmente necessário. Ademais, para as pessoas com condição financeira instável, o Estado deve garantir os direitos básicos, principalmente alimentação através da distribuição de cestas básicas em comunidades a fim de que as mães apresentem nutrição adequada para alimentar os pequenos. Além disso, cabe à mídia conscientizar a população sobre a naturalidade da amamentação por intermédio de propagandas que mostrem mulheres amamentando em público ou em particular para evidenciar que não há sexualização no ato.