Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Na música “Maria,Maria” do cantor e compositor brasileiro, Milton Santos, é representada a árdua função social atribuída às mulheres, subjugadas à figura masculina. Saindo da esfera musical, uma das complexas atividades que são restritas às mulheres é a amamentação, processo esse que ,de tão importante, faz a sua ausência resultar em impactos, extremamente, negativos para a saúde da mãe e do bebê. Diante disso, cabe discutir a relevância do processo para a manutenção da saúde e qualidade de vida dos indivíduos na amamentação, assim como os impactos negativos do desconhecimento da população acerca da importância do processo.
Em uma primeira análise, é importante ressaltar que o aleitamento é essencial para a manutenção da qualidade de vida tanto da mãe como do bebê. Isso ocorre porque, além de ressaltar o vínculo afetivo da maternidade, a amamentação garante nutrientes essenciais para a criança e confere imunidade ao bebê, muito vulnerável ao ambiente ao seu redor. Um exemplo disso é que, segundo a OMS, crianças que amamentam têm menos riscos de ser tornarem obesas. Nesse sentindo, é indubitável que o desvio do processo íntegro de consumo do leite, produzido pela mãe, pelo bebê reflete em perdas salientes para o processo de crescimento saudável do indivíduo.
À luz do debate, é necessário ressaltar que, embora o leite materno seja essencial para o bebê, o processo de amamentação esbarra com a desinformação da população em geral. Isso ocorre porque as informações não chegam aos cidadãos , que desconhecem o porquê da necessidade da amamentação durante os primeiros anos da criança. Como resultado, muitos indivíduos, incluindo profissionais na área de saúde, acham que a utilização de fórmulas para substituir o leite, produzido pelo corpo da mãe, é a opção mais eficiente para a manutenção da saúde da criança, o que não é necessário em muitos casos. Tal contexto fere o direito à saúde garantida pela Constituição Federal, visto que obstacula o crescimento sadio do bebê.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para conscientizar a sociedade acerca da importância do processo íntegro de amamentação. Para isso, o Estado deve investir na formação de profissionais da área de saúde para que tenham o conhecimento necessário sobre o processo e para que possam conduzir corretamente as mães à não substituir o leite materno por nenhuma outra fórmula. Ademais, no ambiente escolar, deve ser ensinando para o corpo discente acerca da importância do aleitamento em aulas específicas sobre saúde, que devem ser criadas pelo MEC.