Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
Por mais que a parcela de crianças com até seis meses de vida que receberam exclusivamente leite materno no Brasil seja referência mundial, o aleitamento materno precisa ser mais incentivado e defendido. Por ser um ato fundamentalmente ligado à saúde pública, a amamentação deveria ser vista pela população principalmente como um ato de amor e afeto da mãe para o bebê, além de ser essencial para a criança, e, por isso, ser priorizada e respeitada. Porém, no Brasil, é comum que mulheres sofram preconceito por amamentar em público.
A ausência parcial ou total do leite materno na alimentação de uma criança nos seus seis primeiros meses de vida é capaz de afetar o seu desenvolvimento físico. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), bebês que foram amamentados têm menos riscos de desenvolverem obesidade que alimentados com leite em pó. Isso ocorre pois, considerando a dificuldade de produção e preservação por longa data de compostos orgânicos essenciais à dieta da criança, alimentos industrializados são incapazes de substituir corretamente o leite materno.
Hoje, a amamentação enfrenta dois grandes obstáculos: A falta de informação por parte de mães sobre como alimentar o seu filho e a intolerância por parte da população quanto ao aleitamento materno em público. Já que uma amamentação correta só ocorre com o conforto da mão e do bebê, quando a mulher responsável pela alimentação da criança é impossibilitada de amamentar em local partilhado da forma que prefere, tal processo é diretamente comprometido e, portanto, a saúde do bebê pode ser afetada.
Assim sendo, visando melhorar as condições de aleitamento materno brasileiras, os esforços devem ser voltados à conscientização. Através de vários meios de comunicação, é dever do estado conscientizar a população sobre a importância, mesmo que em público, da amamentação visando destruir preconceitos enraizados no imaginário popular sobre o assunto. Além disso, é necessário que, em clínicas de parto e de pediatria, profissionais de saúde informem a mãe sobre a amamentação (melhor forma, duração, frequência, etc.) e que sempre a incentivem a tal ato.