Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
De acordo com o Ministério da Saúde,o leite materno é um recurso natural capaz de preservar e melhorar a saúde do bebê,além de funcionar como a primeira vacina.Desse modo,é extremamente importante que o o aleitamento materno seja utilizado pelas mães por pelo menos 6 meses.No entanto,essa não é a realidade brasileira, em vista que o uso do leite em pó como substituto da amamentação é bastante recorrente.Isso acontece devido à diversos fatores e entre eles uma ausência de um pré-natal adequado ,mas também,ao curto período de licença maternidade.
A priori,em virtude da falta de conhecimento prévio de muitas mães e pais e,principalmente,pela ausência de um pré-natal há um uso recorrente do leite em pó em vez de uma amamentação,muito necessária ao recém-nascido por vários meses.Porém,esse não acompanhamento durante a gravidez é mais comum em pessoas com condições financeiras precárias,pois existe uma dependência ao sistema público de saúde brasileiro que, infelizmente, não consegue atender a demanda da população em muitas especialidades.Consequentemente,muitas mulheres grávidas não têm a oportunidade de receber os cuidados ideais e necessários para uma gestação saudável,além da troca de informações com a obstetra sobre o aleitamento e como ele é importante para o desenvolvimento do bebê.Nesse contexto,muitos pais substituem a alimentação natural, o que pode trazer diversos prejuízos no futuro,como a grande probabilidade de obesidade ,segundo a Organização Mundial de Saúde .
Somado a isso,há um curto período de licença maternidade dado as mães,o que corresponde a cerca de 3 a 4 meses de acordo com o Estatuto do Servidor.Sendo assim,após o tempo de afastamento encerrar,o bebê precisa trocar o leite materno pelo em pó em virtude da volta da mãe ao trabalho,o que não é ideal pelo fato dessa modificação ser recomendada somente a partir dos 6 meses pela Secretaria de Saúde.De tal modo,esse fato viola os direitos fundamentais da criança e da mãe,infringindo por consequência na Constituição de 1988, o que poderia ser evitado e,assim,o crescimento do neném estaria garantido e sua imunidade concluída.Ademais essa problemática prejudica,também,o sistema imunológico e psicológico materno pela falta do aleitamento e distanciamento repentino do filho.
Á vista disso,é necessário que o Ministério da Saúde receba investimentos do Governo Federal na área de Obstetrícia,além da contratação de mais profissionais,a fim de capacitar o atendimento de um pré-natal de qualidade por todas as mulheres dependente do sistema público.Outrossim,é importante uma extensão na licença maternidade até o tempo ideal de aleitamento necessário ao bebê,com objetivo de garantir seus direitos fundamentais e um crescimento saudável,feito pela criação de novas leis pelo Legislativo acompanhados do auxílio e supervisão da Secretaria de Saúde Estadual.