Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Segundo o filósofo iluminista John Locke, o ser humano nasce como uma tábula rasa e sua consciência é criada a partir do seu meio de vivência. Entrando na realidade da sociedade atual, a educação e o diálogo sobre a importância do aleitamento materno desde cedo e, consequentemente, a diminuição do preconceito no Brasil são fatores fundamentais para diminuir as dificuldades e valorizar essa ação tão sensível e necessária.

Em primeira análise, uma pesquisa feita pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, a Unesco, revela que no Brasil em 2013, cerca de 37% das crianças com até 6 meses, consumiam exclusivamente leite materno. Número considerado referência mundial, já que, permanece bem acima da média. A importância do conhecimento e da conversa, dentro de casa e na escola, desde cedo acerca dos benefícios que o aleitamento materno traz é inquestionável. Além do contato valioso entre mãe e filho, a quantidade de nutrientes e, posteriormente, o aumento da imunidade do bebê, felizmente, fazem parte dos fatores benéficos.

Em segunda análise, a mesma observação feita pela Unesco, revela que um dos maiores problemas relacionados ao período de amamentação é o preconceito sofrido pelas mães. O julgamento feito por parte da sociedade, que não compreende a importância do aleitamento independente do lugar, faz com que muitas mães sintam-se constrangidas e inclusive recorram a outras formas de amamentação, como através do leite artificial. Até nessas situações a questão financeira tem certa relação, já que, as regiões mais pobres aceitam e praticam com mais frequência o aleitamento, infelizmente, por falta de acesso a outros alimentos favoráveis para o desenvolvimento do bebê.

Portanto, fica claro que o aleitamento materno no Brasil precisa ser mais valorizado e colocado em prática. As escolas, juntamente com as famílias, deve propagar mais a importância da amamentação e a redução do preconceito que envolve esse ato tão lindo, por meio de gincanas com as crianças e palestras com especialistas para os jovens. O que além de aumentar o conhecimento dos futuros adultos e pais, vai reduzir o número de preconceituosos no país. Já o Governo, em parceria com a Sociedade Brasileira de Pediatria, deve encorajar e incentivar cada vez mais as mães em relação à amamentação. Ação que deve ser feita através da disponibilização de equipes especializadas em ajudar logo no início do aleitamento nas maternidades e em hospitais de referência; e com a propagação dos bancos de leite. O que colaboraria com o aumento do número de mães amamentando , reduziria os medos e inseguranças de outras que não possuem condições financeiras para proporcionar outros tipos de alimentos aos filhos e aumentaria a porcentagem da pesquisa feita pela Unesco.