Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Sabe-se que o leite materno é o alimento mais rico para o bebê, devido ao seu alto índice de nutrientes e vitaminas que favorecerá no crescimento físico e emocional do mesmo. Entretanto, o aleitamento, nem sempre era o da mãe, no período da escravatura, quem amamentava os filhos da aristocracia brasileira era as amas-de-leite, negras em condição de escravidão. Isso expõe uma questão forte que é o estigma em cima da mulher que amamenta, mesmo sendo um reflexo do século XVII, ainda hoje, mais de 500 anos, esse preconceito ainda persiste. A partir disso, é necessário entender, principalmente no contexto brasileiro contemporâneo, o motivo que leva ao abandono do aleitamento materno, bem como os desafios a serem superados.

É imprescindível, em primeira análise, entender como a desinformação atua diretamente no abandono do aleitamento materno. Ao tomar como base o filosofo alemão Arthur Schopenhauer acerca de que “as pessoas tomam os limites de seu próprio campo de visão, pelos limites do mundo”, ou seja, num mundo “instagramerizado” no qual vivemos, absorvemos aquilo que é passado como verdade. Desse modo, quando uma influencie passa a visão na maternidade, geralmente filtrada, excluindo, as dificuldades que todas as gravidas passam, como o período de adaptação ao peito (conhecido como a “pega”), as fissuras que geralmente é consequência da “pega” não adequada. Tudo isso, acrescentado da falta de informação do serviço adequado do pré-natal, acaba levando ao abandono do aleitamento materno.

Analisa-se consequentemente, possíveis cenários oriundo do abandono da amamentação, tornando-se preocupante ao assimilar que apenas 36,6% das crianças com até seis meses de vida recebem exclusivamente aleitamento materno. Ao tomar que o leite materno é o único alimento de que o bebê necessita até os 6 meses de idade, logo nele contém aquilo que será base para seu desenvolvimento e a sua carência pode acarretar uma série de doenças, por exemplo, segundo a Organização Mundial de Saúde, crianças que nunca foram amamentadas têm 22% mais chances de serem obesa.

Urge então, a necessidade de quebrar as barreiras que cercam ao aleitamento materno, entre elas estão a desinformação, contribuindo para o abandona da amamentação, que futuramente contribuirá para atenuação da saúde dos bebês. Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, encarregado da manutenção da saúde pública, informar e conscientizar as mães sobre a maternidade, principalmente sobre a amamentação, das dificuldades que elas enfrentarão, por meio de uma assistência especial nas unidades básicas de saúde. Lá terá uma equipe específica para ensinar e dá assistência, antes e durante a amamentação. A fim de incentivar a amamentação, passando a realidade dela, indo contra o abandono do aleitamento.