Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 21/04/2020
Consoante o empresário americano Thomas Edison, a insatisfação assume caráter primordial à efetiva evolução humana. Sob essa perspectiva, a sociedade contemporânea apresenta descontentamento frente à questão do aleitamento materno no Brasil e, por consequente, objetiva alterações em tal conjuntura. Contudo, além da carência informacional, a injustiça secular centrada em preconceitos arraigados à ordem perpetuante fomenta a permanência da problemática e, assim, inviabiliza o real progresso da nação tupiniquim. Destarte, pontua-se, a priori, que, com o advento da denominada Revolução Industrial e suas consequentes inovações tecnológicas, o Brasil modernizou-se, consequentemente, o máximo desenvolvimento racional foi atingido. No entanto, uma incontrovertível dualidade é produzida, visto que, mesmo frente ao avanço intelectual vivenciado, expressiva parcela da população brasileira desconhece a intransponível relevância da amamentação ao pleno desenvolvimento do bebê. Nesse contexto, evidencia-se que a carência informacional ratifica tal nefasto cenário, pois conteúdos voltados à temática do aleitamento materno são, não raro, minimamente tratados. Assim sendo, faz-se necessária a conscientização das mães a cerca do leite materno e sua importância para a nutrição qualitativa da criança, tendo em vista a elevada carga nutricional apresentada. Outrossim, a questão do aleitamento não focaliza apenas o despreparo social, mas também preconceitos arraigados à sociedade perpetuante. Nessa perspectiva, há uma indubitável retificação da Constituição Cidadã (promulgada em 1988 e vigorante na configuração hodierna), visto que qualquer ato discriminatório voltado à prática da amamentação em ambientes públicos fere a liberdade individual, direito básico constitucional. Dessa forma, a dignidade humana é violada e os deveres Estatais referentes ao asseguramento dos ideais de cidadania permanecem utópicos na contemporaneidade brasileira. Assim, é imprescindível que a mãe submetida à situação preconceituosa, ou alguma testemunha, denuncie o ocorrido a fim de punir o opressor e mitigar a problemática. Por fim, medidas são vitais à dissolução dos impasses à prática do aleitamento materno. A princípio, faz-se imperioso que as instituições educativas, mediante a realização de reuniões abertas ao público e regidas por nutrólogos, conscientizem a população sobre a relevância do leite materno para a nutrição qualitativa da criança e, assim, potencializem tal prática. Ademais, o Estado, por meio da criação de um canal de atendimento à denúncia dos atos preconceituosos contra mães durante a amamentação, deve atuar de maneira opositória à qualquer discriminação para que haja o asseguramento do direito à liberdade. Dessa forma, o ideal se evolução proposto por Thomas será, finalmente, atingido no Brasil.