Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 24/04/2020

O estudo do Unicef e da Organização Mundial de Saúde, realizado em 2017, apontou que 39% das mães brasileiras amamentam seus bebês exclusivamente até os seis meses de vida, tempo recomendado pela OMS. Para atingir esse percentual, existiu muito esforço para mudar os hábitos alimentares da primeira infância há cinquenta anos no Brasil. Assim, com o passar dos anos, a alimentação do bebê foi objeto de pesquisas e, consequentemente, houve um maior esclarecimento sobre o assunto. Porém, ainda há muitos entraves ao redor desse assunto, em nossa sociedade, que interferem na adesão de mais mulheres à amamentação do filho durante o período essencial.

Em primeiro lugar, não havia conhecimento acerca dos benefícios da amamentação e suas técnicas nas décadas de 70 a 80. Nesse período, houve o maior índice de vendas de fórmulas alimentícias infantis no país. Dessa forma, alimentar o bebê com leite industrializado era visto como a maneira mais prática e até mesmo mais nutritiva para algumas mães, como as que acreditavam ter leite “fraco”. Porém, com o tempo médio de aleitamento materno de dois meses e meio e a adoção gradativa do leite enlatado, houve um aumento significativo nas taxas de mortalidade e morbidade infantil. Por isso, é muito importante conhecer como a ação de amamentar é importante para o bebê e sua mãe.

Outrossim, a Medicina Pediátrica pôde realizar estudos que afirmassem o valor do leite materno e do ato entre mãe e recém-nascido. Nesse contexto, foi descoberto como o colostro, primeiro leite que a mulher produz quando começa a amamentar, beneficia o desenvolvimento do bebê. Além disso, notou-se que o tempo de aleitamento é essencial para a saúde futura do recém-nascido. Apesar de ter grande poder fisiológico na vida do bebê, a amamentação também ganhou o valor de ser um pacto de amor entre mãe e filho. Com isso, por meio do avanço do conhecimento, esse ato natural pôde favorecer mais a vida dos dois envolvidos.

Portanto, é importante salientar que o Ministério da Saúde, órgão público responsável pelo bem-estar populacional, deve promover mais campanhas que incentivem o aleitamento materno, de forma que exponha os benefícios acerca disso e explique como executar o ato de amamentar sem causar desconforto para a mãe e seu filho. Assim será possível alcançarmos uma maior adesão à amamentação e termos um país com bebês mais saudáveis.