Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2020
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as mães devem alimentar seus bebês até os 6 meses de vida com apenas o leite materno. No entanto, de acordo com a OMS, apenas 39% das mulheres brasileiras cumprem com esse aconselhamento. Esse baixo número está associado à falta de conhecimento sobre o modo correto de como o aleitamento deve ser feito e ao preconceito sofrido com a amamentação realizada em lugares públicos.
A priori, segundo a Revista Crescer, 11% das mães dizem que precisam aprender a amamentar. Esse dado reflete, por exemplo, a falta de programas educativos eficazes de orientação no país às mulheres durante a gestação, a fim de mostrarem o modo correto de amamentar e conscientizando-as sobre a importância do aleitamento materno, exclusivamente, até os 6 meses de vida do menor. Além disso, não há um serviço público de saúde adequado de ajuda às figuras maternas que, inclusive, forneça um apoio psicológico eficaz ao momento que vivenciam com a chegada de um filho e aos desafios que elas poderão enfrentar, como, até mesmo, terem noites mal dormidas se a amamentação for necessária ser feita durante a madrugada. Essa desorientação contribui para uma despreparação das mães quanto à vida materna, trazendo, algumas vezes, prejuízos à sua saúde mental, com a falta de experiência.
Ademais, de acordo com a Revista Crescer, 47,5% das mulheres brasileiras dizem já terem sido criticadas ou sofrido preconceito por amamentarem em espaços públicos. Essa discriminação nesses lugares está muito relacionada aos estereótipos de sexualização criados sobre o corpo feminino. Pois, o ato de aleitamento em tais locais é enxergado, erroneamente, muitas vezes, como uma atitude apenas para a mulher mostrar uma parte íntima do seu corpo. Assim, essa cultura da sensualização criada pela sociedade sobre a amamentação só prejudica a manutenção da atuação das lactantes em alimentarem os filhos. Quando, na verdade, a ação de aleitar só demonstra o cuidado que as mães têm com o seu bebê, objetivando a garantia de benefícios trazidos pelo leite materno e o fortalecimento da saúde do menor. E algumas das vantagens trazidas são: a prevenção ao surgimento de doenças gastrointestinais, como a diarreia, e a colaboração com a formação do sistema imunológico da criança.
Portanto, para que o número de mães que amamentam cresça, é necessário que o Ministério da Saúde com os hospitais públicos ofereçam todo apoio às lactantes, por meio de projetos, denominados “Amamentação: carinho e proteção”, nos quais profissionais da saúde devem orientar as mães sobre o modo correto de amamentarem. Além disso, o Ministério da Saúde com a mídia devem conscientizar a sociedade sobre o aleitamento, a fim de que respeite a sua realização em lugares públicos. Isso deve ser feito por meio de propagandas televisivas, em todos os horários, para que mais pessoas vejam.