Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
O leite materno é um dos alimentos mais completos e essenciais para o desenvolvimento das crianças até 2 anos de idade, de acordo com dados do Ministério da Saúde, entretanto, esse ato de “amor e afeto” entre mães e filhos ainda é -percentualmente- precário no Brasil. Essa problemática ocorre principalmente devido à ignorância social, aliado ao tabu da amamentação ainda existente. Desse modo, é importante analisar medida que atenuem -o quanto antes- tal questão no país.
A priori, é possível afirmar que -segundo dados da UNESCO-, no Brasil, pouco mais de 35% das crianças com até 6 meses de vida receberam o aleitamento materno de forma exclusiva. Esse índice apesar de ser muito baixo, supera a taxa da referência mundial, o que é preocupante, pois esse alimento gratuito oferece os nutrientes fundamentais para o desenvolvimento físico e mental dos bebês, além de melhorar a relação afetiva com as mães. Sem dúvidas, um fator agravante dessa problemática é a ignorância social - questão essa já abordada pelo estudioso Montesquieu, ao afirmar que “a ignorância é a mãe das tradições”-, ou seja, é algo antigo mas que ainda persiste hodiernamente, o que é lamentável. Isso acontece, em suma, devido à carência de informações coesas transmitidas às lactantes sobre os benefícios do aleitamento materno prolongado, corroborando a persistência do problema. Assim, é importante enfatizar e propagar essas informações relevantes -de maneira mais ampla- às mães , além de buscar alternativas que minimizem tal fator negativo sobre esse tema.
Além dessa concepções já abordadas, é possível afirmar também que o baixo índice do aleitamento materno, no Brasil, - dentre outros fatores - está interligado ao tabu ainda existente sobre essa temática. Isso ocorre por meio da “sexualização” atribuída ao ato de amamentar em ambientes públicos, em adição aos preconceitos e julgamentos já pré-concebidos. Essa questão pode ser confirmada por meio de dados divulgados elo portal virtual “Vvale.com”, ao afirmar que quase 50% das mães já sofreram com tal tabu em sociedade, sendo elas muitas vezes reprimidas pelo fato de alimentarem seus filhos em público. Isso é preocupante, pois à medida que essa “ignorância social” é banalizada de modo cada vez mais latente, muitas lactantes acabam sendo induzidas ao ato do desmame precoce, fator que vai contra os princípios difundidos pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Assim sendo, a fim de reparar os problemas relacionados à carência do aleitamento materno em questão no Brasil, é importante que o Ministério da saúde, juntamente ao SBP possam promover campanhas informativas e de incentivo à amamentação prolongada até os 2 anos. Isso pode ocorrer por meio de campanhas difundidas pela mídia, como forma de redução da ignorâncias social aliada ao tabu ainda existente, já que esse meio de comunicação é um importante formador de opinião atual.