Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
De acordo com o pesquisador inglês Mark Thomas, a habilidade de beber leite foi uma das conquistas mais vantajosas do homem pré-histórico que evoluíram até os europeus no passado recente. Estudos da Universidade de Londres sobre isso, indicou que o homem neolítico era intolerante a lactose, nessa via, favorecia uma alimentação inadequada na qual poderia causar inchaços, dores abdominais e diarreias constantes. Entrando no contexto pós-moderno, vê-se o quão é importante a questão do aleitamento materno nos dias hodiernos, visto que, o leite proporciona uma nutrição adequada ao bebê. Entretanto, há entraves sociais que inibem a efetividade da mulher alimentar o seu filho, ora pelo medo de amamentar em público, ora pelo desconhecimento da importância dessa prática.
Convém ressaltar, a princípio, que a falta da prática da amamentação em público está entre as causas de uma má alimentação dada ao bebê, o preconceito intrínseco de uma sociedade secularmente construída nos parâmetros patriarcais, fomenta a ideia da população abominar a figura “desnuda” da mulher em espaço público. Com isso, o constrangimento por parte dela evita que o bebê seja alimentado na hora que deveria, fazendo com que seja necessário a procura de locais específicos para realizar tal ato. Segundo dados do Ministério da Saúde, a amamentação deve ocorrer em livre demanda: na hora que o bebê solicitar, por ser de forma natural, e também a hora que o bebê está com mais fome. Nesse sentido, é inviável que o contexto supracitado continue persistindo.
Ademais, salienta-se também, que o desconhecimento da importância da amamentação está entre as principais consequências da questão devido a falta de informação destinada à população. De acordo com a Organização Mundial de Saúde preconiza-se o aleitamento exclusivo até os 6 meses, seguido pela amamentação como alimentação complementar até os 2 anos para que a criança seja nutrida com todos os suprimentos necessários para uma infância saudável, o leite materno garante que o indivíduo cresça com saúde e imuniza o corpo de uma série de doenças futuras, negligenciar esse tipo de informação caracteriza-se como sinônimo da falta de preocupação com toda uma geração futura.
Logo, indiscutivelmente ações são necessárias para mitigar o imbróglio do aleitamento materno em questão no país. O Ministério da Cidadania juntamente com o Ministério da Saúde devem promover campanhas em todo o país, de modo a conscientizar pessoas sobre a importância da amamentação por meio de debates e palestras em centros educacionais, contando com o forte apelo midiático para que a informação consiga ser disseminada por todo o Brasil. Somente assim, podemos encaminhar de fato para um futuro positivo, a fim de que esse revés, seja revertido e atenuado a partir do presente, em preocupação com a geração do futuro.