Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2020
A inserção da mulher no mercado de trabalho em seguida a Revolução Industrial colaborou com a mudança de visão patriarcal sobre a maternidade, as mulheres deixaram de ser vistas como objetos reprodutivos e passaram a investir em suas carreias profissionais. Ademais, o grande impasse disso é que o aleitamentos materno tornou-se um problema de saúde pública, no Brasil e no mundo, isso ocorre devido a busca por praticidade e a reduzida licença maternidade.
Em primeira análise, a sociedade pós-moderna põe em vista a procura por agilidade, praticidade e facilidade. Tanto que, muitas mães, por enfrentarem dificuldades diversas, recorrem as indústrias lácteas infantis, as quais, comercializam leite artificial. A prova disso, é que segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) apenas 39% dos bebês são alimentados exclusivamente com leite materno no Brasil. Em contra partida, o tempo mínimo recomendado é de 6 meses, pois, a amamentação não é só um ato de amor entre mãe e filho, o leite maternal é o alimento mais completo e atende todas as necessidades nutricionais, emocionais e imunológicas do recém nascido.
Em segunda análise, após a Segunda Guerra Mundial, as mulheres passaram a assumir os negócios da família e a posição do homem no mercado de trabalho. Atrelado a isso, a reduzida licença maternidade, impede que as mulheres amamentem seus filhos pelo tempo correto. Visto que, a média no brasil, de aleitamento exclusivo para mães que trabalham é de 54 dias, segundo o Ministério da Saúde. Dessarte, é válido relembrar que em 2019, o Senado Federal ampliou o período da jornada reduzida de 15 para 24 meses as servidoras do senado que ainda amamentassem seus filhos. Logo, esse ato representou um avanço no que se diz respeito a garantia dos direitos fundamentais que consistem em promover o crescimento saudável da criança, já que a amamentação é um tipo de imunização ativa, e evita a obesidade infantil, devem ser ampliados aos demais grupos.
Portanto, é imprescindível o comprometimento do Ministério da Saúde, juntamente com as empresas. Então, devem reavaliar as leis de licença maternidade garantindo igualdade para todas as mães, por meio da aprovação o projeto de lei (PL)72/2017 que determina a licença maternal de 120 dias obrigatórios para todas as mães contratadas pela CLT sem prejuízos de salário, com a finalidade de aumentar o tempo de aleitamento exclusivo garantindo melhor qualidade de vida para o bebê. Somado a isso, as empresas, por meio de apoio financeiro do governo, carecem de salas exclusivas para retirada de leite para as mães que ainda amamentam seus filhos, afim de garantir o bem estar da mulher e da criança, devem também apresentar um projeto para incentivar outras mães a fazerem o mesmo, por meio de depoimento de profissionais de saúde explicando a importância do leite materno.