Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Segundo o Ministro da Saúde de 2014, Gilberto Occhi, a amamentação deve ser estimulada para o bem da mãe e da criança. Ademais, o leite materno, tem isoladamente os nutrientes precisos para um neném até os seis meses de vida. Seguindo esse raciocínio, a aleitação de ser incentivada para a prevenção de doenças na mãe, e no lactente. Mas esse ato de alactamento em público, ocasiona um olhar descriminante da sociedade brasileira.
Em primeira análise, é evidente que o aleitamento materno deve ser induzido pelas mães, para prevenir mazelas no recém-nascido e nela própria. Segundo a nutricionista e consultora em amamentação, Camila Lehnart Vargas, o leite é o melhor e mais completo alimento para o bebê, e ao amamentar, a mãe também se protege contra o câncer de mama e de útero. Sobre essa ótica, verifica-se que a indução da amamentação, traz benefícios na redução de doenças cardiovasculares, diabetes do tipo 2, e tem efeito protetor no combate a obesidade infantil. Desse modo, é possível observar que, a amamentação não é só uma interação entre mãe-bebê, ela traz consigo providências benéficas para a genitora e seu fruto, que proporciona uma vida mais longa e saudável.
Em segunda análise, é perceptível que essa descriminação não ocorre só de homens, as mulheres também cometem esse olhar abominante. Segundo o sociólogo Florestan Fernandes, o brasileiro não conseguiu construir uma consciência de coletividade, e com isso, ele acha que as mães não devem amamentar os seus filhos em locais públicos. Entretanto, vivemos em uma sociedade que em época de carnaval os corpos femininos exaltado e expostos nas ruas e televisões, e ninguém reclama ou acha ruim, mas se uma mãe coloca o seu seio para fora, afim de alimentar seu filho, a população julga isso como uma falta de respeito com as pessoas que estão por perto. Em vista disso, é evidente que a nossa sociedade condena uma ação necessária a uma criança, e aplaude uma situação que a cultura do carnaval nos impôs.
Portanto, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, deveria conscientizar as mães por meios de debates com médicos especializados em pediatria e nutricionistas, com o intuito de reforçar a importância da amamentação para a saúde, para que mães e filhos se previnam de doenças e tenham uma vida mais saudável e longa. Além disso, é preciso que o Governo crie leis mais severas, que assegure o direito as mulheres de amamentar em lugares públicos sem precisar cobrir seu seio, para que a população brasileira aprenda a viver em coletividade e sem ter um olhar descrimnante para tal situação.