Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
De acordo com o pediatra Moisés Chencinski, a pressão da mídia e dos profissionais de saúde, podem contribuir negativamente para o aleitamento materno. Tal questão de saúde pública, faz com que mulheres enfrentem preconceitos e não tenham a conscientização adequada da amamentação.
Em primeira análise, devemos ter em mente que o ato de amamentar é natural, e não deveria ser visto como estranho a sociedade, porém isso se contradiz. Aproximadamente 94% das brasileiras que participaram da Pesquisa Global Lasinoh, afirma ter passado por um constrangimento ao dar de mamar. Segundo a filósofa Agnes Heller, o preconceito é a falta de coesão social, no qual caracteriza o problema enfrentado assidualmente pelas mulheres em seu dia a dia.
Além disso, segundo a OMS, bebês alimentados exclusivamente pelo leite materno, tendem a serem mais saudáveis e têm menos chances de serem obesos no futuro. Todavia, mulheres por medo ou falta de conhecimento, utilizam o leite em pó para a alimentação dos filhos. No ano de 2018, a Nestlé foi denunciada por propaganda enganosa e irregularidades nutricionais no seu leite. Isso está de acordo com o médico David Morley, pois seu posicionamento é que a indústria lacticínia facilita o declínio da amamentação.
Portanto, cabe às instituições educacionais e ao Governo Federal trabalharem em conjunto para a resolução deste problema. Deverão proporcionar palestras, propagandas, através de recursos midiáticos que tenham por objetivo discutirem as formas de naturalização ao aleitamento materno, desconstrução mental e a conscientização sobre o caso.