Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2020
O aleitamento é para um recém-nascido um direito, garantido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente, fundamental no cumprimento do seu desenvolver, assim como a alimentação é imprescindível aos adultos. Apesar disso, o alimento materno ainda não tem a abrangência, no Brasil, na qual acompanha sua grande força nutritiva. Isso se deve ao fato da prematura explanação por partes das corporações de saúde e da mídia na formação das famílias, juntamente, com o “tabu” da amamentação em público ainda, infelizmente, em voga na sociedade.
A priori, o leite materno é um alimento altamente nutritivo o qual não só sessa a fome da criança, como também promove seus primeiros meios de proteção contra doenças, o que é, extremamente, válido para a sua sobrevivência. Apesar disso, menos de 37% dos bebês recebem esse aleitamento exclusivo, de acordo com a Unesco. Isso acontece, devido ao pouco acompanhamento que as mães têm por parte dos setores familiares, midiáticos e da saúde, os quais são os principais meios de suporte e informação que elas detém para o cumprimento das devidas indicações dos profissionais de saúde, fora das clínicas pré-natais, na manutenção do crescimento saudável do recém-nascido. Quando isso é feito, as mídias e a própria população configuram grandes agentes na promoção de uma sociedade futura plenamente saudável.
Concomitantemente a isso, existe um “tabu” que atrasa a sociedade brasileira do pleno entendimento da importância do aleitamento materno: a amamentação em público. Diante disso, uma parte dos brasileiros internalizaram o “conceito” de que amamentar em público é um atentado ao pudor, todavia o que eles, infelizmente, não internalizaram foram as inúmeras vezes em que o Direito Humano inalienável do recém-nascido, no momento em que foram intolerantes àquela amamentação em público, foi tolhido. Isso, por causa da existência de um “mal banal” que, de acordo com a socióloga Hannah Arendet, se espalha e está inculcado na sociedade sem no mínimo a devida reflexão ou consentimento do ato por parte dos intolerantes ao aleitamento nas ruas.
Portanto, para que o aleitamento materno tenha sua devida abrangência em consonância à sua força, cabe ao Ministério da Saúde coagir junto às plataformas midiáticas de TV e internet para divulgar e explanar, a cada um dia da semana, sobre indicações dos pediatras e obstetras no quesito aleitamento materno para formar as famílias, mães e por conseguinte a população. Ademais, a Justiça Federal deve tipificar como crime o preconceito contra a amamentação em público, já que é direito garantido pelo Estatudo da Criança e do Adolescente, para que casos de intolerâncias sejam atenuados e esse “tabu” que vai de “mão à mão” seja quebrado.