Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 21/04/2020
De acordo com a OMS, Organização Mundial da Saúde, é recomendado a alimentação exclusiva por meio da amamentação em bebês até 6 meses e complementar até os 2 anos. Nesse sentido, é notório observar como o aleitamento materno é importante para a maturação da saúde e o cuidado com a criança, entretanto verifica-se um comportamento no cenário brasileiro de preconceito social com as mães que amamentam em locais públicos, tal fato é ocorrência da falta conscientização comunitária que afeta o acolhimento coletivo à essas mulheres.
Sob a perspectiva do preconceito em relação ao aleitamento materno, é válido a análise histórica do comportamento social com a amamentação no país, uma vez que no Brasil colonial, quem praticava o aleitamento materno era a ama de leite, ou seja, escravas. Logo, trouxe ao contexto atual a construção do pensamento que a lactação deve ser feita de forma escondida, visto que naquela época, os trabalhos feitos pelos cativos era visto como inferior e repulsivo.
Sob outro prima, é válido analisar as consequências da aversão social às mães que amamentam em público, segundo a pesquisa da Lansinoh, laboratório de produtos para amamentação, 47% das brasileiras já alegaram ter sofrido críticas por amamentarem publicamente, o que reafirma o desacolhimento comunitário, ao passo que, é protegido por lei o direito da mulher à alimentar a criança em qualquer espaço que queira.
Torna-se evidente, portanto, a necessidade de combater essa discriminação e o retrógrado pensamento social em virtude do aleitamento materno. Para amenizar o quadro, é necessário a expansão de campanhas de saúde por meio de propagandas visuais em lugares públicos feitas pelo ministério da saúde para então acabar com o estigma do tabu em relação à amamentação. Também, é importante a ação social com as mulheres e seus bebês, fazendo-as se sentirem acolhidas em meios sociais e a combater discursos preconceituosos, pois a lactação materna é uma prática necessária para a saúde infantil nos seus primeiros anos de vida.