Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 24/04/2020

De acordo com o Estatuto da criança e do adolescente , a lactante tem o direito de amamentar a criança em qualquer ambiente. Embora seja direito garantido por lei, a reclusão social em relação ao ato da amamentação em público têm levado muitas mães a realizarem desmames mais precoces. Tais fatos traz consequências negativas tanto as mães quanto aos bebês, já que a lactação previne o mau desenvolvimento na criança e complicações pós parto nas mulheres. A partir desse contexto, cabe analisar como o aleitamento materno ocorre no Brasil e quais são os entraves para que siga as orientações da OMS.

Analisa-se, frequentemente, que ainda há muitas mães que não conhecem seus direitos em relação ao aleitamento, além dos reais benefícios a essa prática. É visto que ocorre a persistência do constrangimento da realização do alactamento público. Isso ocorre devido à falta de esclarecimento social, nos quais muitos indivíduos consideram falta de respeito amamentar publicamente, embora seja autorizado por lei. Tais atitudes trazem prejuízos tanto as mães quanto aos filhos. Segundo à Agência de Saúde, a amamentação realizada de forma correta diminui a predisposição de alergias nas defensoras e em seus descendentes.

É válido, de fato, perceber que a atitude do desmame antecipado tem se tornado cada vez mais frequente. Essa questão vem associada ao fato das mulheres terem menos tempo para nutrir seus filhos, devido ao baixo período de licença à maternidade. Essa situação tem levado muitas genitoras a introduzirem cada vez mais cedo o auxílio de leites industrializados como forma de alimentar sua criança. Tal fato, tem aumentado problemas no desenvolvimento do bebê e riscos a obesidade. Segundo o IBGE, mais de 40% da população brasileira não teve amamentação exclusiva até os seis meses de vida.

Entende-se, contudo, a importância no aumento da divulgação dos benefícios do aleitamento correto, além do aumento da possibilidade em exercê-lo. Tais medidas serão obtidas através do SUS aliado a leis que garantem o direito ao auxílio maternidade. É possível perceber que o aumento no esclarecimento populacional divulgado pelo SUS através das redes sociais e panfletos sobre a importância e o direito à amamentação fará com que aumente a prática e a deixe mais duradoura. Isso porque previne o câncer de mama, além do desenvolvimento de alergias nas crianças. É necessário aumentar a flexibilidade no auxílio à maternidade, como o aumento no tempo de licença, ou até mesmo a possibilidade do “home office” por pelo menos seis meses. É necessário promover vantagens as empresas que aderirem tais medidas, como diminuição de impostos,aumentando privilégios sociais.