Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 20/04/2020
Segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde), o leite materno deve ser a única fonte de alimentação para um bebê até os seis meses de vida. Tal fato, deve-se ao fato do líquido ser rico em proteínas, carboidratos e gorduras, substâncias fundamentais na formação e manutenção da vida. Entretanto, apesar de diversos benefícios, No Brasil, o aleitamento materno enfrenta barreiras, seja pela falta de conhecimento social e prática , seja pelo preconceito da amamentação em locais públicos.
Em primeira análise, é fundamental analisar a necessidade de uma educação voltada para o aleitamento materno. Apesar de o Brasil ser referência no assunto, possuindo aproximadamente 4 a cada 10 crianças seguindo as recomendações da OMS - leite materno como exclusiva fonte alimentícia até os seis meses de vida - , o conhecimento geral e não orientado se perpetua e assume o lugar da verdade. De acordo com o Ministro da Propaganda de Hitler, uma mentira contada cem vezes torna-se verdade, ou seja, para que um assunto ganhe notoriedade e confiança, basta que ele seja repetido até torna-se natural. Trazendo para a perspectiva da amamentação, nota-se que a negligência a se discutir um assunto de extrema importância abre margem para a disseminação de crenças populares, que mesmo não sendo comprovadas cientificamente ganham números exponenciais, o qual dificulta a perpetuação de um hábito saudável.
Em segunda análise, é evidente que o preconceito acerca de um ato tão nobre atrapalha sua realização, em uma sociedade machista, ao exibir partes do corpo de uma mulher, até o de amamentação, cria-se um antagonismo a sua prática. Nessa perspectiva, segundo a ginecologista Clarrisa Amaral, a deturpação do corpo da mulher está no olhar do outro, e não no ato do alactamento. Sob essa ótica, nota-se que a cultura de objetificação do corpo da mulher, molda e impede a realização de práticas naturais, e instintos naturais de fome e sede são impedidos pela visão negativa e preconceituosa do outro, prova disso, segundo a Globo, 47% das mulheres brasileiras relataram ter sofrido esse tipo de preconceito.
Depreende-se, portanto, a necessidade de se alterar a realidade vista no Brasil, a fim de garantir o aumento da prática da aleitação no Brasil. Para isso, é mister que o Estado, através do Ministério da Educação proporcione através de verbas, campanhas publicitárias que disseminem a importância da prática, a fim de disseminar o conhecimento científico. Além disso, é fundamental a participação do Ministério da Família no combate ao preconceito da lactação, no qual, através de palestras com especialistas seria realizada a conscientização da população, para garantir sua realização independente do espaço. Assim, podemos garantir a colaboração com a lactação no Brasil.