Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 18/04/2020
O aleitamento materno, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é o alimento mais importante para que os indivíduos tenham uma vida adulta saudável e determina algumas medidas a serem adotadas pelos países para garantir que tal prática ocorra. Apesar disso, pode-se notar que questão da amamentação no Brasil não segue tais recomendações estipuladas pela instituição internacional, devido, principalmente, a falta de informação da população e a medidas ineficientes dos governos brasileiro para estimular e informar a respeito tal ação.
Em primeira análise, pode-se perceber que a questão da amamentação no Brasil é muito prejudicada por conta do desconhecimento da população quanto a importância desse ato. Isso acontece devido a uma influência histórica, visto que a partir da metade do século XX houve a popularização do uso de fórmulas lácteas como substituto ao leito materno, tornando-se uma questão de “status” alimentar os filhos com tais produtos e estigmatzando o aleitamento natural como uma prática realizada por famílias de baixa renda. Dessa forma, os recém-nascidos deixam de receber os benefícios da amamentação, como a imunização contra algumas doenças e os nutrientes, essenciais aos seus desenvolvimentos, nas proporções corretas.
Em segunda análise, pode-se notar que as medidas governamentais de estímulo e informação a respeito do aleitamento materno, quando adotadas, são ineficientes. Isso acontece porque tais ações são muito pouco abrangentes, alcançando uma parcela pequena da população e, na maioria das vezes, não chegando às mães que se encontram em situação de vulnerabilidade social e que são deixadas às margens da sociedade. Como consequência disso, tem-se uma parte da população que apresenta certos distúrbios nutricionais os quais poderiam ter sido evitados com a prática da amamentação durante a primeira infância,de acordo com o Ministério da Saúde.
Percebe-se, pois, que a falta de informação dos indivíduos e a ineficiência do Estado em estimular e instruir à população a respeito do aleitamento materno, tem gerado graves problemas. Faz-se necessário, pois, que os governos federal, a partir do Ministério da Saúde, estaduais e municipais, a partir das suas secretarias de saúde, invistam recursos para a realização de campanhas publicitárias explicando a importância da amamentação para o bom desenvolvimento dos recém-nascidos e a prevenção de doenças que eles podem desenvolver no futuro, caso não sejam alimentados com o leite materno, a serem veiculadas nos meios midiáticos aos quais a população tem mais acesso, como redes sociais, televisão e rádio, com a finalidade de difundir a prática e estimular mais pessoas a segui-las. Pois, dessa forma, as práticas do país estarão mais de acordo com às da OMS.