Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Durante o período do romantismo no Brasil no século 19, a identidade da mulher foi de certa forma, estereotipada, pelo fato das obras da época determinarem o padrão ideal da mulher e suas funções. Fator esse, que é refletido até hoje com a imparável luta das mulheres para alcançar direitos iguais. Entretanto, ainda sofrem descriminações incoerentes, como ao amamentar em público. Com isso o bebê e a mãe podem se prejudicar, pois a amamentação regular é essencial para ambos.
Em primeiro ponto, segundo a teoria do habitus, do filósofo Pierre Bourdieu, o indivíduo é a interiorização da exterioridade e a exteriorização da interioridade, que vem sendo passada a cada geração o que gera violência física e simbólica. Por isso, a sociedade muitas vezes julga aquelas mulheres que amamentam em ambientes públicos pela exposição da mulher. Entretanto, esse ato de julgamento e descriminação a mulher, é um problema que vem sendo passado a cada geração e deve ser extinto por meio da educação.
Em segundo ponto, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde), o leite materno é o alimento perfeito para as necessidades nutricionais do bebê, além de conter uma série de defesas orgânicas que o bebê só adquirirá depois do contato com os estímulos agressores, além de conter anticorpos contra as infecções mais comuns diminuindo, assim, o risco de doenças e mortes infantis. Com isso, deve-se existir respeito perante o período de aleitamento, tanto que para o bebê quanto para a mãe que o amamenta, para que não haja complicações futuras com desenvolver da idade.
Sabido dos prejuízos causados pela falta de aleitamento no período recém nascido, é necessário que o Estado em parceria com a população, fiscalize e ponha em prática leis que já existem em prol das mulheres que precisam amamentar em locais públicos. Além disso, ser informado desde cedo nas escolas o respeito necessário com esse público. Para que períodos que a mulher foi estereotipada como antes citado, fique no passado.