Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 24/04/2020

Durante o período colonial brasileiro, as “amas de leite” eram escravas que amamentavam crianças brancas por conta das mães destas estarem incapacitadas. Paralelamente aos dias atuais, aparece como notável a questão do aleitamento materno no Brasil, sendo imprescindível para nutrir o bebê, e ,infelizmente, está ameaçado pelo preconceito sofrido pelas mulheres que fazem-no em público.

De acordo com a Constituição Federal vigente, todos os brasileiros tem direito à alimentação. Por isso, deve ser defendido que as crianças até os 6 meses tenham exclusivamente o aleitamento materno. Ele é essencial para desenvolver as características físicas e prevenir doenças como a obesidade, segundo pesquisa da Organização Mundial de Saúde. No entanto, a falta do leite mamário acarreta o privamento de uma nutrição plena, infringindo não somente em desenvolver bebês carentes dos mecanismos naturais para sua sobrevivência mas também no descumprir do privilégio garantido a todo país. Então, defender essa forma primitiva de alimentar contribui para a sociedade em geral.

Infelizmente, o tão essencial aleitamento materno é ameaçado pelo pelo preconceito que as mães amamentando seus filhos em locais públicos sofrem. Isso é fruto da cultura machista brasileira, pois seios são vistos como inicialmente objetos sexuais ao invés de algo natural, oriundo da natureza. Esse comportamento prejudica tanto o bebê quanto a genitora, pois não só acarreta em uma barreira na realização dessa tarefa importante quanto exclui os dois, em condição plena, de frequentar espaços públicos. Tal descriminação enraizada como costume predominante viabiliza  diminuir a amamentação plena dos brasileiros.

No intuito de solucionar a problemática que rodeira o aleitamento materno no Brasil, é necessário uma ação conjunta dos ministérios da Saúde e Educação, que realizem cartilhas educativas para serem entregues nas casas e projetos nas salas de aula explicando a importância da nutrição infantil.