Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2020

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), bebês devem ser alimentados com leite materno até os seis meses de idade. No atua cenário brasileiro, essa orientação não é seguida por todas as mulheres, visto que há preconceitos acerca da amamentação em público, além do desmame precoce motivado por dificuldades das mães.

Em primeira análise, um dos principais fatores que implicam no aleitamento materno de crianças é o preconceito com a amamentação em público. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria, cerca de 37% das crianças com seis meses recebem exclusivamente leite materno. Esse dado, por outro lado, deveria ser muito maior caso não fosse pelo preconceito que as mulheres sofrem ao amamentar em espaço público, o que é visto como um ato obsceno. Essa situação interfere diretamente no processo de amamentação do bebê, além de desenvolver um tabu em algo que é natural.

Em segunda análise, o desmame precoce motivado por dificuldades das mulheres na amamentação é outro fator que impacta no aleitamento de bebês. De acordo com a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno de 2015, os bebês mamam em média durante quase 2 meses, o que é contrário às orientações da OMS. Essa situação se faz presente, principalmente, por conta da dor na hora de amamentar, o que faz com que gere certo sofrimento nas mulheres e elas deixem de praticar o aleitamento precocemente. Essa situação influencia cada vez mais na diminuição do aleitamento materno entre as mulheres, assim como prejudica a alimentação do bebê.

Logo, torna-se necessária a participação de todos os setores da sociedade para resolver os desafios do aleitamento materno no Brasil. Inicialmente, o Ministério da Saúde deve realizar programas de conscientização acerca do ato da amamentação, com campanhas em todos os espaços públicos e nas mídias digitais, que mostrem a naturalidade dessa ação e os benéficos para os bebês, com o intuito de acabar com o preconceito sofrido pelas mulheres ao amamentar em locais públicos. Além disso, esse mesmo Ministério deve informar as mulheres sobre o período e benefícios do aleitamento, com reuniões ministradas por profissionais da saúde, como pediatras, em centros de saúde de todo o país, auxiliando em práticas de amamentação com o fito de aumentar as taxas de aleitamento materno e tornar essa prática mais satisfatória para as mães.