Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 20/04/2020
Segundo a notícia da Unesco, o aleitamento materno no Brasil é referência mundial. Apesar disso, percebe-se que a taxa de crianças que não foram amamentadas pelo tempo necessário é, ainda, muito alta. Nesse contexto, é válido analisar os benefícios causados por uma amamentação adequada e o motivo de muitas mulheres não conseguirem realizar esse ato.
É importante destacar, antes de tudo, que, de acordo com a OMS, crianças amamentadas têm menos riscos de serem obesas. Além disso, a alimentação exclusiva por leite materno nos primeiros meses de vida é imprescindível para um bom desenvolvimento nutricional. Isso ocorre devido à ligação que tem com a alimentação da mãe, que, diferente de um bebê, tem condições para comer as mais variadas coisas e se enriquecer com os nutrientes necessários para passar para o filho. O ato também é importante para o sistema imunológico e emocional, visto que anticorpos, importantes células de defesa, da amamentadora são transferidos através do leite.
Percebe-se, entretanto, que, segundo a pesquisa da marca Lansinoh, 47% das brasileiras sofreram preconceito por amamentar em público. Isso se deve à cultura da sociedade de ainda relacionar a amentação com algo pejorativo, e ver o ato com certa repulsa. Somado a isso, muitas mulheres não conseguem ter leite o suficiente para amamentar seus bebês e, por não saberem da existência de um banco de leite com capacidade de doar o material a quem estiver necessitando, acabam deixando de amamentar seus filhos. Fatores como dor na hora de amamentar e a falta de informação sobre a importância de um aleitamento correto também influem na decisão de alimentar os recém nascidos com outros tipos de substâncias.
Nota-se, portanto, que urgem formas de aumentar o número de aleitamento materno no Brasil. Os governos estaduais, pela função de informar a população sobre os serviços prestados, devem criar campanhas informativas sobre a disponibilidade e função dos bancos de leite, por meio de propagandas em televisão e rádios, já que esses meios têm grande alcance populacional, a fim de atrair mães que não conseguem amamentar para que suas crianças não sofram negativamente sem a falta de leite materno. Além disso, a OMS, em parceria com as secretarias de saúde, deve criar campanhas conscientizadoras da importância do aleitamento, também através dos meios televisivos, para que mais mulheres saibam da necessidade de amamentar e não deixem de praticar o ato.