Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

Os pilares que regem a sociedade contemporânea foram construídos a partir de padrões sociais patriarcais, os quais oprimem as mulheres e sustentam uma cultura misógina. Nesse revés, discute-se atualmente no Brasil a questão do aleitamento materno em locais públicos, visto que há opiniões divergindo-se em: preconceito estrutural e a necessidade biológica do bebê.

Primeiramente, como fruto de um patriarcalismo enraizado nas sociedades atuais, a erotização dos corpos das mulheres tornou-se natural, uma vez que a imensa maioria das civilizações basearam-se na força física como forma de poder. Com isso, a erotização precoce contribui para naturalizar práticas intoleráveis como abuso e violência, desse modo, há a manutenção e aceitação da população com ideais ultrapassados. Nessa lógica, atualmente, as mães de neonatos que necessitam alimentá-los em locais públicos sofrem preconceito, visto que muitas pessoas por meio dessa erotização gratuita enxergam o aleitamento como ato pornográfico, algo indubitavelmente díspar da função biológica real. À vista disso, de acordo com a revista Crescer, da Globo, 47% das mulheres que já amamentaram em público sofreram alguma forma de preconceito, infelizmente, boa parte da população realmente enxerga o aleitamento materno em público como um problema social.

Outrossim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o leite materno seja o alimento exclusivo de neonatos até os seis meses de vida, inclusive a superar o consumo de água. Dessa forma, devido aos seus componentes, o aleitamento materno torna-se intrínseco à manutenção da saúde humana e de uma importância evolutiva sem equipolente. Entretanto, conforme um artigo publicado na Revista Brasileira de Epidemiologia, no Brasil, a década de 1970 foi marcada pelo aumento da taxa de mortalidade infantil (anteriormente já era alta) e marcada pela desnutrição infantil, fatos potencializados pelo alto índice de amamentação das crianças com leite não-humano. Conforme isso, a discussão da questão do aleitamento materno no Brasil é de total importância à saúde coletiva dos novos brasileiros recém-chegados à vida.

Em suma, para resolver as questões do aleitamento materno no Brasil, o Governo Federal em parceria com as mídias digitais e televisivas devem propor discussões voltadas ao conscientização da população sobre a necessidade de amamentar em público, por meio de palestras, comerciais e campanhas “on-line”, a fim de superar os preconceitos da população com as mães. Além disso, o Ministério da Saúde junto ao Programa Saúde da Família (PSF) precisam fazer campanhas em diversas comunidades municipais, usando de palestras a atendimentos melhores de pré-natal, dessa forma a população será informada de perto sobre os inúmeros benefícios do aleitamento materno.