Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 23/04/2020

O aleitamento materno, no Brasil, é considerado referência mundial, segundo pesquisas feitas pela UNESCO. A sua composição possui propriedades nutricionais benéficas à saúde da criança, fazendo com o que ela cresça saudável. Entretanto, tal ato necessário é julgado, socialmente, sendo sexualizado, na maioria dos casos. Além disso, o abandono da amamentação, por parte da mãe em relação ao seu filho, ainda encontrá-se presente no país.

Em primeira análise, o corpo feminino tende a ser sexualizado na amamentação, visto por muitos algo desnecessário e totalmente sem pudor. Essa “objetificação” do corpo da mulher, trata-se de um pensamento machista, analisado desde a Grécia antiga, no qual os homens as viam somente como parte da reprodução na sociedade. Esse pensamento ainda perdura nos dias de hoje, fazendo com o que a desinformação seja alcançada por alguns e tratada como normal.

Em segunda análise, de acordo com a filósofa Hanna Arendt, as pessoas tendem a tornar o mal sinônimo do bem, o banalizando. Nessa linha de pensamento, muitas mães acabam por seguirem recomendações de outras, considerando o abandono do leite materno, pensando estar fazendo o correto. Porém, essa recomendação se liga diretamente à estética desenvolvida para a criação de um corpo comum. Caso não fosse seguida, a mulher estaria apta a enfrentar o julgamento da visão errada de outras pessoas.

Observa-se, portanto, a necessidade do governo, em conjunto com o Ministério da Saúde, a criação de campanhas que ajudem a combater a desinformação sobre o aleitamento, por meio de conversações, aulas teóricas e palestras, com profissionais capacitados na área de saúde. Além disso, é necessário, também, que ajudem as mães no enfrentamento da maternidade, envolvendo a aceitação e auxiliando na amamentação correta, para que, assim, as pessoas se conscientizem sobre a amamentação e seus principais benefícios.