Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Com o avanço da indústria alimentícia e a inserção da mulher no mercado de trabalho, o aleitamento materno precisa, mais do que nunca, ser abordado. Nesse sentido, para a medicina, é inquestionável o fato de que o leite humano constitui a melhor e mais completa fonte de nutrientes para bebês de até seis meses de vida. Diante disso, é importante discutir o estigma acerca da amamentação e a importância desse ato na diminuição dos índices de mortalidade infantil.
Um experimento social feito dos Estados Unidos fez com que várias mães se sentassem em locais públicos para amamentar seus bebês e, dessa forma, analisar a reação das pessoas que passavam. No decorrer do estudo, percebeu-se um estranhamento e, por vezes, até aversão por parte de algumas pessoas que cruzavam com as mulheres, evidenciando o preconceito direcionado a uma ação natural, como alimentar os filhos. Dessa maneira, para evitar constrangimentos, muitas mães recorrem a fórmulas prontas vendidas em supermercados, embora o aleitamento materno seja a fonte de alimentação ideal para os pequenos.
Além disso, o Brasil é um dos países que mantêm, ainda, uma elevada taxa de mortalidade infantil. Diante dessa realidade, o médico brasileiro Drauzio Varella alerta que, além de nutrientes, o leite materno contém anticorpos que ajudam a maturar o sistema imunológico da criança. Dessa forma, uma das principais maneiras de combater esse problema é incentivar o aleitamento materno. Com isso, a chance de sobrevivência durante e após o período de um ano de idade aumentaria consideravelmente.