Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 18/04/2020
O aleitamento materno desde o nascimento é essencial para a saúde de qualquer bebê ao longo de seus primeiros meses de vida. Entretanto, essa questão no Brasil ainda enfrenta muitos entraves tais como o ato de amamentar em público e a falta de instrução às mães que não conseguem aleitar. Desse modo, é necessário a incentivação da amamentação assim como uma melhor orientação para as mulheres limitadas a isso.
Destarte, segundo a lei do Estatuto da Criança e do Adolescente, é direito de toda mulher amamentar a criança em qualquer ambiente. Assim, visto que o aleitamento é imprescindível para o bem-estar físico e mental do bebê, é necessário o apoio da sociedade para que essa ação se torne comum e não seja um alvo de preconceito. Todavia, infelizmente, esse ato é sexualizado, considerado um “tabu”, e muitas mães sofrem repreensão ao fazê-lo em locais públicos.
Outrossim, de acordo com a Organização Mundial da Saúde, a criança deve ser amamentada exclusivamente nos seus primeiros seis meses e ter o leite materno como complemento alimentar até os dois anos de idade. Logo, é fundamental que as mulheres que enfrentam problemas para amamentar sejam orientadas pelos profissionais da saúde logo após o parto e não recorram diretamente aos leites industrializados, já que esses não possuem a mesma eficácia do materno.
Portanto, para que o aleitamento materno se torne cada vez mais comum no Brasil, é necessário que o Ministério da Saúde realize campanhas e propagandas relacionados à amamentação em público por meio da mídia, fonte de maior informação da sociedade, para que a comunidade se conscientize acerca do assunto e não discrimine mulheres que amamentam. Ademais, os profissionais da saúde e toda a equipe hospitalar auxilie a mulher incapacitada de aleitar mostrando meios viáveis de alimentar o bebê, tais como por meio dos bancos de leite materno disponíveis em hospitais a fim de diminuir os entraves enfrentados por muitas lactantes.