Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 19/04/2020
Segundo o Artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito a um padrão de vida que assegure saúde, inclusive, durante a maternidade, que requer cuidados e assistências especiais, como o aleitamento materno. A fim de que esse direito possa ser exercido, é necessária a correta disseminação de informações sobre o assunto e, também, o combate a preconceitos referentes à amamentação.
Inicialmente, cabe-se uma análise da importância do conhecimento acerca do aleitamento. Segundo pesquisas da Organização Mundial de Saúde (OMS), bebês que nunca foram amamentados têm 22% mais chances de desenvolverem obesidade. Nesse sentido, é imprescindível que as mães tenham conhecimento sobre como é significativo esse processo durante a maternidade para o futuro da saúde da criança. Em virtude disso, é fundamental que o governo e grupos encorajem essa ação a fim de manter um desenvolvimento saudável para os bebês.
Além disso, outro aspecto importante é a relação entre o conhecimento acerca da amamentação e os preconceitos. De acordo com a Pesquisa Global Lansinoh sobre Aleitamento Materno, 47,5% das brasileiras afirmam já terem sofrido preconceito por amamentar em público. Esse sentimento de rejeição advém da ignorância sobre a importância dessa ação para a nutrição e desenvolvimento da criança. Dessa forma, a melhor maneira de evitar o preconceito é através da educação.
Logo, é necessário que o governo, juntamente com grupos privados, atue incentivando a amamentação dos bebês. Para tanto, poderia utilizar-se de especialistas que possam acompanhar a família, instruindo e ensinando como proceder e por quanto tempo deve-se manter o bebê ingerindo leite materno, assim, as mães entenderão a importância dessa ação para a saúde do filho. Ademais, o Ministério da Educação (MEC) deve incluir nas aulas pesquisas e informações sobre o processo de aleitamento, utilizando-se, por exemplo, de infográficos, para introduzir o conhecimento necessário aos estudantes e evitar o preconceito.