Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 22/04/2020

No período colonial brasileiro era comum a atuação das Amas de leite, mulheres escravizadas que amamentavam crianças alheias quando a mãe biológica encontrava-se impossibilitada de nutrir o filho recém nascido. Nesse sentido, evidencia-se no Brasil a importância do aleitamento materno, uma vez que às mães desistem de amamentar os filhos devido à falta de informação e dos desafios perante uma sociedade preconceituosa.

Em primeira análise, cabe inferir que de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) , apenas 40% das mães brasileiras optam pelo aleitamento até os seis meses. Logo, ganha notoriedade a desinformação do populacional brasileiro a cerca do assunto. Nessa lógica, evidencia-se no país que o lactação não é um assunto amplamente abordado e, consequentemente, não é dada devida importância ao leite materno que possui nutrientes essenciais para o desenvolvimento da criança.

Em segunda análise, deve-se salientar que segundo a Teoria do Habitus, do estudioso Pierre Bourdieu, a sociedade tende a neutralizar e reproduzir determinada estrutura social. Nessa perspectiva, vale ressaltar o posicionamento preconceituoso da população perante às lactantes, que além de serem repreendidas por amamentar em público, são desafiadas quanto à adequação biológica exigida no período do aleitamento materno.

Faz-se imprescindível, portanto, que a mídia desenvolva uma programação especial com anúncios informativos acerca da lactação, bem como a exibição de novelas em horário de pico que abordem essa temática. Além disso, devem ser elaborados pelo Estado, projetos sociais que objetivem a conscientização da sociedade brasileira no que diz respeito ao aleitamento materno em espaços públicos. Essa ação deve ser realizada por meio de palestras gratuitas nos centros populacionais, permitindo, assim, maior acessibilidade e alcance conscientizador.