Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
Durante o período escravista, era comum a existência das “amas de leite”, que eram escravas que amamentavam os filhos dos senhores quando a mãe não podia fazê-lo. Embora seja perceptível a relevância da amamentação até mesmo em séculos passados, é comum observar certo constrangimento em relação às mães na hora de amamentar em locais públicos. Tal sentimento não deveria existir, visto que é uma atividade crucial e natural do desenvolvimento humano, que, infelizmente, é sexualizada na sociedade contemporânea.
Em primeira análise, é importante difundir informações sobre o aleitamento materno para todas as camadas sociais, uma vez que é no leite da mãe que o bebê irá encontrar todos os nutrientes necessários para o seu desenvolvimento nos primeiros meses de vida. Ademais, de acordo com a Organização Mundial de Saúde, o leite materno ajuda na imunização do recém-nascido contra vírus e bactérias, além de que o bebê terá menos chances de desenvolver doenças como asma ou alergias alimentares. Segundo a bióloga Paula Louredo, além de beneficiar o bebê, a amamentação beneficia também a mãe, pois ajuda o útero a voltar ao tamanho normal, com a ação da ocitocina.
Em segunda análise, há quem sexualize esse ato que faz parte da natureza humana de todos os indivíduos e há quem observe com olhar de julgamento. De acordo com o pensador Alfred Armand, o comportamento é um espelho que mostra quem o indivíduo é. Sob esse viés, atitudes machistas vindas de homens e mulheres refletem a falta de educação, respeito e informação que há na sociedade. Haja vista que a amamentação é um direito das mães assegurado pelo Senado e com penalização para quem viole esse direito.
Destarte, é necessário atentar-se à importância da amamentação na vida dos indivíduos. Desse modo cabe à mídia (televisão, rádio e internet) informar à população sobre a relevância do aleitamento materno através de campanhas ministradas pelo Ministério da Saúde para que fiquem esclarecidas todas as informações necessárias para o conhecimento das mães em relação ao desenvolvimento de seus filhos. Além disso, é importante que as redes de ensino, através de aulas sobre Cidadania, ajudem a formar jovens e adultos conscientes, educados e respeitosos para que não tenham atitudes desprezíveis com outros indivíduos. Assim, a população se tornará mais antenada e consciente.