Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 21/04/2020

A Organização Mundial de Saúde recomenda que crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno nos primeiros seis meses de vida e a partir de dois anos a amamentação seja mantida, mas também tenha o uso de alimentos complementares adequados. Tal fato é essencial para o crescimento e sustentação do bebê durante sua fase inicial de vida. Desse modo, garantir que o recém-nascido seja submetido ao aleitamento materno é promover a nutrição necessária para o seu desenvolvimento tanto físico quanto emocional.

Em primeira análise, o leite materno por sua composição de nutrientes é considerado um alimento completo e suficiente para garantir o crescimento e desenvolvimento saudável do bebê durante os primeiros dois anos de vida. Nessa perspectiva, essa alimentação é ideal, já que essa substância possui componentes e mecanismos capazes de proteger a criança de várias doenças, além do aleitamento ser um dos meios de transmissão direta de anticorpos e ser completamente nutritivo para o bem-estar do nascido. Dessa forma, informar as mães sobre os benefícios da amamentação e incentivá-las a durante a gestação tomar as devidas precauções e os devidos cuidados com a própria alimentação é indispensável para o fortalecimento do bebê e de seu complexo nutricional.

Em segunda análise, conforme o processo de desenvolvimento psicossexual do psicólogo Freud, a fase oral aborda que a região do corpo que proporciona maior prazer ao bebê é a boca e o principal objeto de desejo nessa fase é o seio da mãe que além de alimentar, promove satisfação. Tal contexto interfere no progresso da criança, auxiliando-a no crescimento emocional  e na aproximação com a mãe o que aumenta a afetividade entre elas. Com isso, o sistema cognitivo é influenciado e a medida que a amamentação é realizada o bebê passa por processos de relaxamento e satisfação. Dessa maneira, o prazer faz com que ele libere substancias essenciais para manter o corpo livre de tensão e o possibilite maior interação afetiva com as pessoas ao seu redor.

Portanto, o aleitamento materno é de grande importância. Diante disso, o Ministério da Saúde deve promover projetos sociais nas ruas por intermédio de profissionais da área da saúde fazendo palestras sobre a importância da amamentação, dos fatores de risco que a criança pode desenvolver se não tiver essa alimentação na sua fase inicial a fim de proporcionar conhecimento e ajudar as mães durante essa fase.