Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
“O sertanejo é,antes de tudo,um forte”.Analogamente à literatura do escritor pré-modernista Euclides da Cunha,mãe é um ser forte e resiliente,pois,amamentar é um ato de amor,coragem,informação e perseverança.Sob essa lógica,enquadra-se a importante temática do aleitamento materno,fundamental para o desenvolvimento e nutrição de recém-nascidos,a qual ainda é pouco discutida pela sociedade brasileira.Nesse viés,cabe analisar e argumentar sobre a relevância de tal exercício para o bebê,bem como o tabu ainda enfrentado pelas mães que asseguram esse direito biológico da criança.
A princípio,no contexto da escravidão brasileira surgem as “amas de leite”,mulheres escravas que amamentavam crianças alheias quando a mãe natural está impossibilitada.Tal atitude,reverbera a importância e a necessidade do aleitamento materno para melhor nutrição,saúde e longevidade por toda a vida.No entanto,essa temática ainda é pouco discutida no complexo social brasileiro,culminando na desinformação e não conscientização maternal.Desse modo,é questão de saúde pública o exercício de direito biológico do bebê,logo,tal prática vai além de um gesto de amor e carinho,haja vista os inúmeros benefícios nutricionais, imunológicos, cognitivos.
Ademais,vale ressaltar a indesejável realidade,de acordo com a Organização Mundial da Saúde,apenas 39% dos bebês de até 5 meses são alimentados exclusivamente com leite materno.Dessa forma,representa o reflexo de uma sociedade pouco engajada e atrasada no assunto perpetuando uma série de impasses para a efetivação do exercício de tal direito.Como o constrangimento moral da mãe em amamentar em localidades públicas reproduzindo um cenário de falta de informação,conscientização e,portanto,preconceito.Também evidencia uma sociedade pós-moderna que vende e propaga a indústria láctea,apesar do conhecimento científico qualificar o leite materno como alimento essencial,único e exclusivo para a criança.Com isso,ainda há muito para mudar a conjuntura atual.
É evidente,portanto,que ainda há entraves para massificar a importância do aleitamento materno no Brasil.Nesse viés,cabe ao Ministério da Saúde em parceria com o Governo,a tarefa de conscientizar e estimular o aleitamento materno,por intermédio da colaboração de profissionais da saúde que oriente e explique o valor de tal prática para o bebê e para a mãe desde o pré-natal,de modo a incentivar essa ação,a fim de garantir um direito fundamental para o desenvolvimento e o crescimento saudável da criança.Além disso,é importante a Mídia atuar na conscientização e informação do corpo social,por meio de campanhas e propagandas informativas,com o intuito de romper o preconceito ainda existente.Assim,será possível trazer a temática responsável e consciente para a sociedade.