Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 19/04/2020

O leite materno é a primeira fonte nutricional que um recém-nascido se alimenta. Dessa forma, possui grande importância no processo do desen-volvimento infantil, pois o aleitamento materno permite a imunização passi-va desse novo indivíduo, processo pelo qual o corpo da mulher, por meio da ação do hormônio prolactina, produz o leite contendo anticorpos. Mesmo que saiba-se da importância dessa alimentação, as mulheres, ao realizarem o aleitamento em locais públicos, são alvos de preconceitos.

Em primeira análise, a OMS - organização mundial de saúde - afirma que o aleitamento até os seis meses de vida é imprescindível, pois garante a nutrição completa das crianças. Mas, embora esse ato seja natural e humano, ele não foi normalizado perante a sociedade brasileira. Pois, segundo  a Pesquisa Global sobre Aleitamento Materno, o Brasil foi onde mais mulheres (47%) sofreram preconceito por amamentar em público.

Consequentemente, no Brasil, de acordo com a UNESCO, 98% das mulheres afirmaram que aleitar os seus filhos é a melhor forma de nutri-los, porém, ainda conforme a UNESCO, “apenas 36,6% das crianças com até seis meses de vida recebem exclusivamente aleitamento materno”. Esses dados indicam a influência dos preconceitos suportados pelas mães, as quais acabam optando pela amamentação como alimentação complementar, pois se privam, muitas vezes, a não amamentar em público e se permitem utilizar mamadeiras com fórmulas artificias ou afins para nutrir seus filhos.

Portanto, para que se diminua as consequências dos preconceitos diante do aleitamento materno, o Ministério da saúde deve conscientizar a população sobre a importância da amamentação a partir de divulgação de cartazes informativos, palestras e propagandas televisivas. Desse modo, as mulheres se sentirão mais confortáveis em aleitar seus filhos em locais públicos, a fim de que uma maior parcela da população infantil, principalmente as que possuem até seis meses, sejam beneficiadas pela imunização passiva.