Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 22/04/2020
Amamentação: muito mais que um direito, um dever
De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos, todos os indivíduos tem direito à vida,à liberdade e à saúde. É justamente isso que o ato de amamentar materializa,uma vez que está atrelado não só a questões de saúde e afetivas, mas à perpetuação de um direito civil. Apesar disso, tal prática ainda enfrenta diversos obstáculos,sobretudo no que diz respeito a amamentação em locais públicos,destacando-se nesse cenário o Brasil.Por isso,é necessário o seu incentivo e a criação da consciência sobre sua importância, tanto nas mães como na sociedade.
Apesar de todos os avanços da ciência,o leite materno ainda é o único alimento capaz de suprir todas as necessidades dos recém-nascidos,além de evitar o desenvolvimento de uma série de doenças na vida adulta.Outrossim, a amamentação promove o bem-estar da mãe,com pesquisas recentes demonstrando a redução de cerca de 4,3% no risco de desenvolver câncer de mama a cada 12 meses de aleitamento.
Não obstante,ao conhecimento dessas informações, muitas mães ainda desistem de amamentar.No cenário brasileiro, 36,6% das crianças são alimentadas exclusivamente pela amamentação até os seis meses,número que é referência entre a média global de 40%.Tal fato está relacionado a questões pessoais ,como dificuldades para adaptar-se fisicamente ao bebê que acabam provocando desconfortos,mas sobretudo a questões sociais.
No Brasil, quase metade das mulheres afirma ter sofrido preconceito ao amamentar em público.Isso demonstra a despreparo da sociedade diante de um ato de cidadania, afinal é de garantir a vida e a a saúde de um indivíduo que se está falando.
Dessa maneira, é fundamental o papel de órgãos como o Ministério da Saúde e o INCA na propagação campanhas que auxiliam as mulheres no processo de amamentação desde o momento do parto e de garantir a liberdade da amamentação ao despertar na sociedade a ideia de que amamentar não é motivo de vergonha, mas de orgulho.