Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 20/04/2020

Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), em 2013 aproximadamente 40% das crianças brasileiras receberam aleitamento materno até os seis meses de vida. Embora esse percentual seja alto comparado a outros países, de acordo com a mesma fonte,  ainda assim é necessário pensar na questão do aleitamento materno no Brasil para que se possa combater o preconceito e a desinformação que impedem as 60% restante de receber tais cuidados.

Em primeira análise, é necessário pensar na questão do aleitamento materno no Brasil como sendo a garantia do direito inalienável, que é o da alimentação. Segundo essa garantia, que é assegurada pela Declaração Universal dos Direitos Humanos, todo ser humano tem direito a alimentação adequada. Dito isto, observa-se que o preconceito sofrido pelas lactantes ao amamentarem em locais públicos se configura como uma transgressão a essa conquista, pois oprime mãe e filho, impedindo que sejam supridas as necessidades nutricionais da criança.

Em segunda análise, vale destacar a importância da informação familiar sobre o aleitamento materno correto para que seja possível alcançar os 60% das crianças que carecem de amamentação exclusiva. Dito isto, observa-se que a desinformação da mãe acerca desse assunto acaba prejudicando  a criança, que tende a desenvolver um déficit nutricional e a mãe pode vir a ter fissuras mamárias. Contudo, a raiz desse problema está na falta de cuidado, por parte dos profissionais de saúde, de instruir corretamente as lactantes.

Sendo assim, viu-se que a questão do aleitamento materno no Brasil gira em torno do preconceito e da desinformação. Logo, é necessário que o Ministério da Saúde crie o projeto “Amigo da Criança”, por meio da adoção de espaços propícios a amamentação espalhados pelas cidades e que contenham cartazes e folhetos sobre o assunto, com o intuito de fornecer segurança ao bebê e conteúdo às mães na hora do cuidado.