Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 23/04/2020
O aleitamento materno é essencial para o desenvolvimento dos mamíferos recém nascidos e, para o homem, ele representa também o vínculo afetivo entre a mãe e seu filho. Essa prática é muito importante durante os primeiros meses de vida do bebê, por isso ela deve ser estimulada não só pelo Governo, mas por toda a sociedade. Assim, será possível reduzir diversas doenças no futuro dessa criança.
A amamentação está diretamente relacionada com o desenvolvimento do sistema imunológico e o fortalecimento do organismo como um todo. E, de acordo com dados da Organização Mundial da Saúde -OMS-, o aleitamento materno reduz em 25% o risco de obesidade, evita infecções, diminui o risco de alergias, diabetes, colesterol alto, hipertensão. Pois, como aponta Fernanda Monteiro, coordenadora das ações de aleitamento materno do Ministério da Saúde, “através do leite materno a mãe passa ao bebê anticorpos extremamente importantes para a saúde dele.”
Além disso, a mãe da mesma forma recebe benefícios, visto que amamentar até os seis meses diminui o risco de câncer de mama e ajuda no pós-parto, fazendo o útero voltar ao seu tamanho normal mais rapidamente. No entanto, somente 38,6% dos bebês brasileiros se alimentam apenas com o leite da mãe nos primeiros cinco meses de vida, segundo a OMS. Tal taxa ainda está longe do ideal o que reflete a pouca eficiência das políticas públicas de incentivo à amamentação.
Portanto, é necessário que o Ministério da Saúde em parceria com as ONGs invista mais em programas de incentivo ao aleitamento materno, por meio de palestras com profissionais qualificados que apresentem e instruam os futuros pais sobre a importância da amamentação. Ademais, é preciso também que tais programas tenham o apoio e o incentivo de todas as famílias e sociedade, visto que o sucesso da amamentação não é responsabilidade exclusiva da mãe, mas uma responsabilidade de todos, como afirma Socorro Gross, representante da Organização Pan-Americana da Saúde no Brasil.