Aleitamento materno em questão no Brasil

Enviada em 18/04/2020

O Agosto Dourado, como é popularmente conhecido, marca a Semana Mundial do Aleitamento Materno e reserva os primeiros sete dias do mês de agosto para promover uma conscientização acerca da amamentação. Nesse sentido, apesar de ser evidente a importância de aleitamento materno adequado, dado que ele traz inúmeros benefícios para a mãe e o bebê, por outro lado ainda existem fatores, como o preconceito e a falta de instrução, que prejudicam a realização desse ato pelas lactantes no Brasil.

A princípio, segundo determinações da Organização Mundial de Saúde, a amamentação deve ser exclusiva para crianças de até seis meses e o ideal é que seja mantida como forma de alimentação suplementar até os dois anos de idade. Diante disso, é inegável a relevância do aleitamento tanto para a mãe, quanto para o seu filho. Isso porque o leite materno contém todos os componentes fundamentais à nutrição da criança, além de possuir anticorpos que ajudam na construção da sua imunidade. Ademais, as mães também não ficam desamparadas de benefícios, visto que o ato de amamentar contribui para a sua recuperação pós-parto. Assim, fica clara a importância de incentivar esse hábito.

Entretanto, ainda existem vários problemas que interferem na questão do aleitamento materno na sociedade brasileira. Neste contexto, a falta de conhecimento por parte da população acerca da relevância de uma amamentação adequada, realizada durante todo o período recomendado, e o preconceito em torno desse ato em lugares públicos, consistem até agora em verdadeiros obstáculos para que o grau de alactamento no país seja o mais apropriado. Tudo isso implica, portanto, o estabelecimento do quadro apontado pela Unesco, conforme a qual apenas 36,6% das crianças com até seis meses de vida são amamentadas da maneira ideal.

Logo, é preciso adotar medidas para neutralizar esses prolemas. Para isso, o Ministério da Saúde deve conscientizar a população, por meio da intensificação das campanhas, da veiculação de propagandas nos veículos de mídia e da realização de palestras públicas que abordem a importância do aleitamento materno. Isso com o objetivo de ensinar as futuras mães ou mulheres já nessa condição a fazer uma amamentação adequada. Além disso, o Ministério da Justiça precisa criminalizar o preconceito contra o alactamento em espaços públicos, por intermédio da criação de uma lei que puna com multas o indivíduo que importunar qualquer lactante, violentá-la ou desrespeitá-la, por estar amamentando nesses ambientes. Tudo isso com o intuito de combater essa forma de discriminação no Brasil.