Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
Embora a amamentação seja um processo essencial para a saúde do bebê, percebe-se que, na atual realidade brasileira, esse é um assunto pouco discutido. Diante disso, temos a falta de informação, conscientização e a permanência do preconceito.
É relevante abordar, primeiramente, que a escolha de outros tipos de alimentos em detrimento do leite materno, por falta de informação ou praticidade, faz com que o bebê não tenha acesso a todos os benefícios que o leite traz. Com isso, segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) no Brasil apenas 39% dos bebês são alimentados com leite materno nos primeiros seis meses de vida. Nesse sentido, torna-se necessário o incentivo e o aumento de informações sobre a importância do aleitamento.
Paralelo a isso, vale ressaltar o preconceito que existe com o ato de amamentar, visto como um gesto obsceno que não deve ser feito em público. Isso fica claro quando muitas mães ficam no paradoxo que ao mesmo tempo que se sentem pressionadas para amamentar os filhos, são criticadas ao fazer isso em público. Fica claro, então, que todo esse julgamento social atrapalha a lactação.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca da amamentação é imprescindível para as necessidades nutricionais do bebê. Nessa lógica, cabe ao Ministério da Saúde incentivar o ato através de campanhas fornecendo a conscientização e informação suficiente da importância do aleitamento, que permite a prevenção de várias doenças e fortalece o vínculo entre mãe e filho. Espera-se, com isso, o aumento desse gesto promovendo o desenvolvimento saudável do bebê.