Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 18/04/2020
“O leite materno é o primeiro alimento funcional do mundo”, assegura Mário Cícero Falcão, especialista em nutrologia pediátrica do Instituto da Criança do Hospital das Clínicas de São Paulo. Isso significa que a primeira fonte alimentar dos bebês não tem apenas a função de nutri-los mas também de afastá-los de doenças. No entanto há um preconceito com o ato de amamentar em público no Brasil, e muitas mães por opção preferem não manter aleitamento exclusivo para os seus filhos.
Primeiramente, é preciso entende um paradoxo que faz parte do cotidiano das mães brasileiras em fase de amamentação: ao mesmo tempo em que se sentem pressionadas para alimentar os filhos com o leite materno, elas relatam que são criticadas quando amamentam em público. Em uma entrevista para reportagem do jornal, de São Paulo, O Estadão que fala sobre esses preconceitos, Sabrina Canoa, mãe de duas crianças um de 2 anos, outra de 3 meses, fala que, “As pessoas julgam quem não amamenta, mas julgam quem amamenta também. Mesmo outras mulheres criticam. É uma pena, porque a gente vive em uma sociedade tão machista; deveria haver mais sororidade”. Com isso é possível se ter a certeza de que no Brasil há o preconceito e o desrespeito com o aleitamento materno.
Em seguida, é necessário analisar a importância e os benefícios do aleitamento materno. “Por meio do leite, a mãe passa ao bebê vários anticorpos que são extremamente importantes para a saúde dele” aponta Fernanda Monteiro, coordenadora das Ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, acrescenta “O aleitamento materno reduz em 13% a mortalidade até os cinco anos, evita infecções respiratórias, diminui o risco de diabetes, colesterol alto e hipertensão, leva a uma melhor nutrição e reduz a chance de obesidade. Além disso, o ato contribui para o desenvolvimento do bebê e promove o vínculo afetivo entre a mãe e o bebê”. Dessa forma deixando claro que há grandes chances de que as crianças que são amamentas tendam a ter uma vida mais saudável e serem mais desenvolvidas.
Por fim, é possível entender a necessidade de um projeto como o Mês do Aleitamento Materno, realizado pelo Ministério da Saúde (MS) e a Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse projeto promove a importância do leite da mãe, que deve ser o alimento exclusivo do bebê nos primeiros seis meses de vida, e que traz diversos benefícios aos pequenos e suas mamães. No entanto, faz-se necessário a ampliação deste projeto, já que existe tanto preconceito, deveria existir enorme combate e naturalização do ato de amamentar, já que defende-se a necessidade do leite como alimento exclusivo nos primeiros seis meses, deve-se defender a liberdade de amamentar publicamente. Cabe ao MS e a OMS tomar a iniciativa de ampliar e expandir o Mês do Aleitamento Materno para que isso seja possivel, usar de propagandas e de palestras é um meio muito viável para que seja possível tudo isso.