Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 24/04/2020
O “habitus” do pensador Pierre Bourdieu mostra a interiorização da exterioridade e a exteriorização da interioridade. Assim, tendo em vista o preconceito sofrido por mulheres que amamentam em público, o aleitamento materno é muito julgado no Brasil, tanto por a “exposição” das mães como por motivos profissionais. Com isso, essa prática extremamente saudável à criança está sendo posta em desuso.
Primeiramente, é válido ressaltar a coerção social abordada por Emille Durkhaim onde as pessoas de determinado círculo social são levadas a praticar atos e hábitos que sejam semelhantes entre si, para que então possam ser aceitos nesta determinada parcela de pessoas. Outrossim, é visto tal fato aplicado na sociedade quando há o aleitamento materno em público, as mulheres são abordadas e desencorajadas a alimentarem seus filhos por a exposição sofrida ser uma ação mal vista no coletivo.
Segundamente, é visto que a Globalização observada por Milton Santos é sem dúvidas um movimento voraz tal que é observada uma hierarquização das classes sociais onde as que são mais afetadas são as mais baixas. Com isso, mulheres em fase de aleitamento não cumprem o tempo estimado pela OMS (Organização Mundial da Saúde), em que o período indicado da prática é seis meses para que o bebê esteja bem assistido por os nutrientes presentes no leite materno. É notado que rompem esse tempo por terem que voltar às suas atividades normais do trabalho.
A lactação no Brasil, portanto, deve ser estimulada. O Ministério da Saúde terá que criar mais campanhas e propagandas que sejam exibidas nas redes nacionais em horários nobres, tais que serão divulgadas em postos de saúde e hospitais. Estas serão ministradas por médicos pediatras , ginecologistas e psicólogos para que as crianças recebam uma alimentação materna adequada e sejam mais saudáveis e a lactação em público seja encorajada e quebre preconceitos pré existentes. Consoante a isso o Ministério do Trabalho deve oferecer um tempo a mais de reclusão para mulheres em fase látea,criando o projeto “Licença Amamentação” que irá oferecer seis meses de afastamento para mães em fase de amamentação para que elas sejam incentivadas à lactação e não deixem de lado esse ato de carinho por conta de suas obrigações profissionais. Com isso, as próximas gerações serão mais saudáveis e conscientes em relação à primeira alimentação do ser humano.