Aleitamento materno em questão no Brasil
Enviada em 20/04/2020
Amamentar significa cuidar de uma vida e representa um dos vínculos afetivos mais importantes, sobre os quais a evolução humana ainda não conseguiu substituir. Apesar da importância de tal ato, muitas brasileiras, entretanto, esbarram no preconceito de aleitarem seus filhos em locais públicos. Diante disso, convém analisar a importância em se estimular o aleitamento materno no Brasil.
Em primeira análise, é possível destacar como a amamentação torna-se importante no desenvolvimento físico e psíquico dos recém-nascidos. Segundo a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos, sendo que o apoio social ao aleitamento constituiu um dos principais estímulos à promoção da cidadania por parte da sociedade como um todo. Tal exercício, contudo, esbarra em constrangimento moral, devido ao preconceito que muitas mães enfrentam ao amamentarem seus filhos em vias públicas.
Em segunda análise, o Brasil ainda é um dos países que mais praticam o aleitamento materno. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 36,6% das crianças com até seis meses recebem exclusivamente leite materno, sendo que este índice está a cima da média mundial. Por outro lado, o número de aleitamento poderia ser maior, se não fosse a falta de conhecimento da sociedade, que vê a amamentação em locais públicos, em muitas ocasiões, como gesto obsceno.
Portanto, a importância do leite materno é fato. Logo, faz-se necessário que o Ministério da Saúde amplie as campanhas publicitárias, por meio da vinculação destas aos diversos meios de comunicação como rádios, tv e redes sociais. Nesse sentido, busca-se conscientizar a população sobre a importância que a amamentação promove à saúde do bebê, não somente física como também afetiva, devido à conexão maior entre mãe e filho. Espera-se, com isso, que esse gesto importante não diminua, devido a falta de informação.